Banca de DEFESA: VALÉRIA COSTA DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VALÉRIA COSTA DA SILVA
DATA : 13/04/2020
HORA: 13:30
LOCAL: SESSÃO FECHADA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DE TOXICIDADE E DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA INTESTINAL DO EXTRATO AQUOSO DAS FOLHAS DE Ipomoea asarifolia (Desc.) Roem. & Schult.




PALAVRAS-CHAVES:

Ipomoea asarifolia; flavonoides, toxicidade; colite; DNBS.


PÁGINAS: 112
RESUMO:

Ipomoea asarifolia (Desc.) Roem. & Schult., popularmente conhecida como “salsa ou salsa brava”, pertence à família Convolvulaceae. A análise fitoquímica do extrato aquoso das folhas de I. asarifolia identificou a presença de compostos bioativos como o ácido clorogênico, ácido cafeíco e rutina, os quais apresentam atividade anti-inflamatória. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito preventivo do extrato aquoso das folhas de I. asarifolia (IA) em modelo de colite aguda induzida pelo DNBS, bem como, avaliação de efeitos tóxicos do extrato, por meio dos ensaios de toxicidade aguda e subcrônica para validação de segurança. Nos ensaios de toxicidade aguda e subcrônica foram realizadas administrações em dose única (2000 mg/kg) e doses seriadas por 28 dias (50, 100 e 200 mg/kg) de IA, respectivamente; no ensaio de colite, ratas pré-tratadas com extrato IA (25, 50 e 100 mg/kg) ou sulfassalazina 250 mg/kg (SSZ) receberam instilação intracolônica de DNBS em etanol a 50% (v/v) para avaliação do efeito preventivo de IA na inflamação intestinal. Os ensaios de toxicidade hematológica, hepática, renal e de alterações do SNC não revelaram efeitos tóxicos in vivo. Enquanto que no modelo de colite, IA apresentou efeito protetor frente à inflamação intestinal induzida por DNBS, com melhora no índice de atividade da doença, no dano macroscópico intestinal, e na relação peso/comprimento colônico. O pré-tratamento com o extrato promoveu downregulation de importantes moléculas envolvidas em vias de sinalização na inflamação intestinal como, JNK1, NF-κB-p65 e STAT3, enquanto que SOCS1 teve upregulation. Consequentemente, IA promoveu downregulation (IL-17 e iNOS) e redução no níveis (IL-1β e TNF-α), marcadores pró-inflamatórios. Por outro lado, aumentou significativamente IL-10, uma importante citocina anti-inflamatória. O efeito anti-inflamatório de IA também foi confirmado pela redução da atividade da mieloperoxidase colônica, marcador da infiltração de neutrófilos. Em asssociação a estes resultados, houve uma melhora significativa do estresse oxidativo com redução do MDA e aumento da glutationa. Adicionalmente, o efeito de IA foi confirmado na avaliação histológica, demonstrando preservação da citoarquitetura colônica com células caliciformes preservadas, que corrobora com os dados referente à upregulation para MUC2, envolvida na integridade da barreira intestinal. Diante dos resultados apresentados, concluímos que o extrato de I. asarifolia apresenta baixa toxicidade e atividade protetora contra a inflamação intestinal e revelando potencial para possível aplicação adjuvante no controle da DII humana.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2374605 - AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
Externo ao Programa - 2412258 - EDILSON DANTAS DA SILVA JUNIOR
Presidente - 2330188 - GERLANE COELHO BERNARDO GUERRA
Externo à Instituição - RITA DE CÁSSIA RAMOS DO EGYPTO QUEIROGA - UFPB
Notícia cadastrada em: 03/04/2020 11:13
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