Banca de QUALIFICAÇÃO: SARA IASMIN VIEIRA CUNHA LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SARA IASMIN VIEIRA CUNHA LIMA
DATA : 26/06/2019
HORA: 15:00
LOCAL: SALA 1 DO PPGCF
TÍTULO:

PREVISÃO DE OCORRÊNCIA DE REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTO
EM PACIENTES HOSPITALIZADOS


PALAVRAS-CHAVES:

Reação adversa a medicamento; Fatores de risco;Farmacovigilância; Escore de risco.


PÁGINAS: 66
RESUMO:

Introdução: As RAM têm uma incidência significativa entre pacientes
hospitalizados. Um passo importante para reduzir a incidência das reações
adversas seria a identificação daqueles pacientes que estão em risco
aumentado de desenvolver uma RAM a partir de fatores de risco individuais.
Objetivo: Desenvolver uma ferramenta para prever reações adversas a
medicamento em pacientes hospitalizados. Metodologia: Estudo observacional,
analítico, de casos-controles na proporção 1:2, de todos os pacientes admitidos
durante o período junho de 2016 a dezembro de 2017 no Hospital Universitário
Onofre Lopes, Brasil. Para a identificação das variáveis dos pacientes
associadas com a ocorrência de RAM foi realizada inicialmente, com a
totalidade da população do estudo, a análise univariada de cada variável do
paciente por regressão logística condicional. Para a análise multivariada foram
incluídas as variáveis que em análise univariada apresentaram associação
significativa com a ocorrência de RAM a um nível de significância <0,10. Foi
utilizado o programa estatístico Stata 12. Resultados: A proporção de pacientes
em que ocorreu uma ou mais RAM foi de 4,43% (IC95% 4,00-4,90%). As
reações adversas mais comuns foram a hipoglicemia (26,4%) e a hipotensão
(15,2%). A análise univariada identificou 27 variáveis que se mostraram
associadas com a ocorrência de RAM. Doze variáveis se mantiveram
estatisticamente relacionadas com a ocorrência de RAM, dentre elas o sexo
feminino (OR ajustado (ORA) 1,61, IC 95% 1,18-2,21), história prévia de RAM
(ORA 1,97 IC 95% 1,34-2,90), diabetes sem (ORA 1,63 IC 95% 1,13-2,34) e
com lesão de órgão alvo (ORA 6,49, IC 95% 3,56-11,83) e prescrição de
medicamento administrado por via intravenosa (ORA 1,60, IC 95% 1,14-2,24).
Conclusão: A prevalência de RAM foi observada em 3,97% dos pacientes, com
destaque para reações dose dependentes de hipoglicemia e hipotensão. Foram
identificados doze fatores independentes de risco de desenvolvimento de RAM,
destacando-se a diabetes com lesão em órgão alvo como o fator de maior
impacto. A partir desses fatores, o instrumento de avaliação de risco para
desenvolvimento de RAM foi elaborado e validado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1893445 - EUZEBIO GUIMARAES BARBOSA
Externa à Instituição - FRANCISCA SUELI MONTE MOREIRA - UFPE
Interna - 1055045 - MARCELA ABBOTT GALVAO URURAHY
Notícia cadastrada em: 11/06/2019 14:41
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