Banca de DEFESA: RENATO DANTAS DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RENATO DANTAS DE MEDEIROS
DATA : 28/03/2019
HORA: 14:00
LOCAL: SALA 2 DO PPGCF
TÍTULO:

Commiphora leptophloeos (MART.) J.B. GILLETT (BURSERACEAE): ESTUDO FITOQUÍMICO, TOXICIDADE E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL ANTI-INFLAMATÓRIO E ANTIMICROBIANO


PALAVRAS-CHAVES:

Burcereceae. Inflamação. Infecção. Flavonoides. Procianidinas.


PÁGINAS: 152
RESUMO:

A especie Commiphora leptophloeos(Burseraceae)e uma planta nativa do Brasil, pertence ao bioma caatinga e e conEHcida popularmente como gimburana-de-espinhoh e gimburana-de-cambaoh. Os estudos etnobotanicos citam o uso da especie no tratamento de inflamacoes e infeccoes. Dentro deste contexto, o presente estudo objetivou avaliar a toxidade, a atividade anti-inflamatoria e antimicrobiana em ensaios nao clinicos in vitro e in vivo dos extratos das folhas e das cascas do caule, e isolar, identificar e quantificar os marcadores quimicos. No estudo fitoquimico, o extrato hidroetanolico foi preparado por maceracao e as fracoes foram obtidas por particicao liquido-liquido (fracao diclorometano, acetato de etila-AcOEt e n-butanol-BuOH). O isolamento, a elucidacao estrutural e a caracterizacao das substancias nos extratos foram realizadas por CPC,CL-EM, FIA-ESI-IT-MS/MSe RMN de1H e a quantificacao dos marcadores nos extratos por CLAE-DAD-ELSD. A toxicidade dos extratos foi avaliadain vitro pelo ensaio de MTT e citometria de fluxo e in vivo pelo teste de toxicidade aguda, via oral. A atividade anti-inflamatoria in vitro foi avaliada pelo ensaio de oxido nitrico induzido por LPS e in vivo nos modelos de edema de pata induzido por carragenina e de bolsa de ar induzida por zimosam. A atividade antimicrobiana foi avaliada pela determinacao da Concentracao Inibitoria Minima (CIM) e triagem virtual dos compostos isolados foi realizada por estudos in silico. Do extrato das folhas, foram isolados 2 flavonoides por CPC e caracterizadas 16 substancias por espectrometria de massas como acidos fenolicos, flavonoides glicosilados derivados de quercetina, luteolina e apigenina e taninos condensados derivados de catequina. Das cascas do caule foram isolados 2 taninos por CPC e caracterizadas 8 substancias como acidos fenolicos e procianidinas. O extrato das folhas a 200 ƒÊg/mL e o extrato das cascas do caule nas concentracoes de 1, 10, 100 e 200 ƒÊg/mL demonstraram efeito anti-inflamatorio in vitro no ensaio de oxido nitrico induzido por LPS. No modelo de edema de pata induzido por carragenina, o extrato das folhas e das cascas do caule nas doses de 100, 200 e 400 mg/kg, via oral, reduziu significativamente (p<0,001) o edema seguido da reducao damieloperoxidase (MPO) e no modelo de bolsa de ar induzido por zimosam, nas mesmas doses testadas, reduziramsignificativamente (p<0,001) a migracao celular, a concentracao de proteinas totais, a mieloperoxidase (MPO), os niveis de malondialdeido (MDA) e da citocina pro-inflamatoria TNF-ƒ¿ e aumentou a producaoda citocina anti-inflamatoria IL-10.Na avaliacao da atividade antimicrobiana, o extrato das cascas do caule e as fracoes AcOET e BuOH demostraram efeito fungistatico e bactericida. O estudo in silicoindicou possiveis ligantes da procianidina dimerica do tipo B e isovitexina relacionados a atividade anti-inflamatoria e antimicrobiana. Os resultados obtidos sao ineditos para a especie, justificam seu uso na medicina popular e revelam que os extratos das folhas e das cascas do caule apresentam um potencial terapeutico para o desenvolvimento de fitoterapicos com propriedades anti-inflamatorias e antimicrobianas.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JULIANA FÉLIX DA SILVA - UNIFACEX
Externo ao Programa - 2276354 - LEANDRO DE SANTIS FERREIRA
Presidente - 1490222 - SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
Notícia cadastrada em: 11/03/2019 17:49
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