Banca de QUALIFICAÇÃO: RENATO DANTAS DE MEDEIROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RENATO DANTAS DE MEDEIROS
DATA : 26/09/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 1 do PPgCF
TÍTULO:

Commiphora leptophloeos (MART.) J.B. GILLETT (BURSERACEAE): ESTUDO
FITOQUÍMICO E AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE E DO POTENCIAL ANTIINFLAMATÓRIO
E ANTIMICROBIANO


PALAVRAS-CHAVES:

Burcereceae. Inflamação. Infecção. Flavonoides. Procianidinas.


PÁGINAS: 134
RESUMO:

A espécie Commiphora leptophloeos é uma planta nativa do Brasil, pertence ao bioma
caatinga e é conhecida popularmente como “imburana-de-espinho” e “imburana-de-cambão”.
Os estudos etnobotânicos citam o uso da espécie no tratamento de inflamações e infecções.
Dentro deste contexto, o presente estudo objetivou avaliar a toxidade, a atividade antiinflamatória
e antimicrobiana em ensaios não clínicos in vitro e in vivo dos extratos das folhas
e das cascas do caule, e isolar, identificar e quantificar os marcadores químicos. No estudo
fitoquímico, o extrato hidroetanólico foi preparado por maceração e as frações por particição
líquido-líquido. O isolamento, a elucidação e caracterização das substâncias nos extratos
foram realizadas por CPC, LC-MS, FIA-ESI-IT-MS/MS e RMN 1H e a quantificação dos
marcadores nos extratos por CLAE-DAD e CLAE-ELSD. A citotoxicidade dos extratos foi
avaliada por ensaio de MTT e citometria de fluxo. A atividade anti-inflamatória in vitro foi
avaliada pelo ensaio de óxido nítrico induzido por LPS e in vivo nos modelos de edema de
pata induzido por carragenina e de bolsa de ar induzida por zimosam, via oral. A atividade
antimicrobiana foi avaliada pela determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM). Do
extrato das folhas, foram isolados 2 flavonoides por CPC e caracterizadas 16 substâncias por
LC-MS/MS como ácidos fenólicos, flavonoides glicosilados derivados de quercetina,
luteolina e apigenina e taninos condensados derivados de catequina. E das cascas do caule
foram isolados 2 taninos por CPC e caracterizadas 8 substâncias como ácidos fenólicos e
procianidinas. O extrato das folhas a 100 μg/mL e o extrato das cascas do caule nas
concentrações de 1, 10, 100 e 200 μg/mL demonstraram efeito anti-inflamatório in vitro no
ensaio de óxido nítrico induzido por LPS. No modelo de edema de pata induzido por
carragenina, o extrato das folhas e das cascas do caule nas doses de 100, 200 e 400 mg/kg
reduziu significativamente (P<0,001) o edema seguido da redução da mieloperoxidase (MPO)
e no modelo de bolsa de ar induzido por zimosam, nas mesmas doses testadas, reduziram
significativamente (P<0,001) a migração celular, a concentração de proteínas totais, a
mieloperoxidase (MPO) e os níveis de malondialdeído (MDA). Na avaliação da atividade
antimicrobiana, o extrato das folhas foi ativo para Bacillus cereus enquanto que, o extrato das
cascas e as frações AcOET e BuOH nas concentrações de 20 a 100 μg/mL demostraram efeito
fungistático e bactericida. Os resultados obtidos são inéditos para a espécie, justificam seu uso
na medicina popular e revelam que os extratos das folhas e das cascas do caule apresentam
um potencial terapêutico para o desenvolvimento de fitoterápicos com propriedades antiinflamatórias
e antimicrobianas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2330188 - GERLANE COELHO BERNARDO GUERRA
Presidente - 1715308 - GUILHERME MARANHAO CHAVES
Externo ao Programa - 2276354 - LEANDRO DE SANTIS FERREIRA
Notícia cadastrada em: 11/09/2018 11:07
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