Banca de DEFESA: IZOLA MORAIS DE MEDEIROS RAMALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IZOLA MORAIS DE MEDEIROS RAMALHO
DATA : 22/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: SALA 2 DO PPGCF
TÍTULO:

MICROEMULSÃO CONTENDO CRISINA COM POTENCIAL AÇÃO ANTINOCICEPTIVA


PALAVRAS-CHAVES:

Flavonóides, crisina, microemulsões, cinética de liberação in vitro, atividade antinociceptiva in vivo.


PÁGINAS: 115
RESUMO:

A Crisina (5,7-Dihidroxiflavona) pertence a classe flavona de flavonoides. E encontrada naturalmente em mel, propolis, e varias especies de plantas, incluindo especies do genero Pelargonium, Passiflora e da familia Pinaceae. A Crisina (CS) e atualmente comercializada como suplemento dietetico e, como outros flavonoides, tambem exibe diversos efeitos farmacologicos, dentre os quais estao a atividade antinociceptiva e anti-inflamatoria. Entretanto, sua eficacia tem sido limitada devido a sua baixa biodisponibilidade oral. As microemulsoes (ME) sao sistemas de liberacao modificada definidos como sistemas termodinamicamente estaveis e isotropicamente translucidos de dois liquidos imisciveis, usualmente agua e oleo, estabilizados por um filme interfacial de tensoativo, e quando necessario um cotensoativo. Estes sistemas possuem a capacidade de solubilizar compostos hidrofobicos, melhorar absorcao, biodisponibilidade e estabilidade, incrementar a eficacia e reduzir a toxicidade de farmacos incorporados. O objetivo deste trabalho foi a obtencao, caracterizacao de um sistema microemulsionado para incorporacao da CS e avaliacao da atividade antinociceptiva desse. A formulacao obtida atraves de um diagrama de fase ternario foi caracterizada fisico-quimicamente quanto ao pH, condutividade e indice de refracao. Suas caracteristicas estruturais e morfologicas foram analisadas atraves de espalhamento de luz dinamica (DLS) e microscopia de luz polarizada (MLP). Enquanto, a estabilidade da formulacao foi avaliada atraves dos estudos de estresse por centrifugacao, aquecimento-resfriamento e congelamento-descongelamento. O perfil de liberacao in vitro foi determinado utilizando o modelo de celulas de Franz. A avaliacao analgesica foi realizada atraves de um teste comportamental que avalia o aumento do limiar de forca sobre a pata dos camundongos para analisar o reflexo de retirada atraves de um analgesimetro. Alem da determinacao da capacidade de prevencao da formacao de citocinas inflamatorias avaliadas atraves de ELISA imunoensaio. Para isso foi administrada 30 minutos apos a inducao por carragenina a dose de 25mg/kg de CS e MECS. A ME desenvolvida e constituida por 5 % de miristato de isopropila, 55 % de agua e 40 % de LASR, e apresentou pH compativel com a administracao via oral, condutividade condizente com sistemas oleo em agua, alem de comportamento isotropico. A distribuicao de tamanho de goticulas foi do tipo monomodal e homogeneo, com tamanhos medios de goticulas de 170,7 } 5,3 e 158,9 } 26,7 nm, e potencial zeta negativo de -16,1 } 1,9 e -10 } 2,1, para formulacoes com e sem CS, respectivamente. A ME mostrou-se estavel frente aos estresses termicos e por centrifugacao. A liberacao in vitro da MECS obedeceu ao modelo cinetico de ordem zero e preveniu a formacao de citocinas inflamatorias (reducao de TNF ƒ¿ e aumento de IL-10, p<0,01), alem de apresentar atividade antinociceptiva em inflamacao induzida por carragenina (p<0,001). Portanto, pode-se concluir que a veiculacao da CS atraves de um sistema microemulsionado mostrou-se como uma alternativa interessante para expandir o uso desse flavonoide como um farmaco no tratamento da dor inflamatória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1789788 - ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
Externo à Instituição - JOSÉ LAMARTINE SOARES SOBRINHO - UFPE
Interno - 1306690 - TELMA MARIA ARAUJO MOURA LEMOS
Notícia cadastrada em: 07/02/2018 10:07
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