Banca de DEFESA: SARA RAYANA MORAIS FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SARA RAYANA MORAIS FERNANDES
DATA : 28/07/2016
HORA: 09:00
LOCAL: Banca Fechada ao Público
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE HIDROGÉIS DE QUITOSANA ASSOCIADA A OUTROS
BIOPOLÍMEROS PARA VEICULAÇÃO E LIBERAÇÃO DA ENZIMA PAPAÍNA


PALAVRAS-CHAVES:

Hidrogéis. Papaína. Quitosana. Goma Guar. Hidroxietilcelulose


PÁGINAS: 129
RESUMO:

A papaína é uma enzima extraída do mamão Carica papaya, que possui propriedades desbridante química seletiva, antiinflamatória e cicatrizante, com importante aplicação terapêutica em queimaduras. O uso de biomateriais poliméricos para regeneração de órgãos e tecidos tem sido bastante difundido na literatura científica e em produtos comercialmente disponíveis. O desenvolvimento de hidrogéis a base de biopolímeros contendo papaína apresenta a vantagem de poder associar dois mecanismos de tratamento de queimaduras, um autolítico (biopolímeros com hidratação da lesão) e um enzimático (papaína com desbridamento químico). Os hidrogéis foram desenvolvidos misturando-se fisicamente a quitosana e outros biopolímeros (derivados de celulose ou gomas) em diferentes concentrações para se obter as características de uma formulação tópica. Os hidrogéis que melhor atenderam a estes requisitos foram os de quitosana 3% com goma guar 3%, e o de quitosana 3% com hidroxietilcelulose 3%. Foi necessária a reticulação química desses hidrogéis com a vanilina, e posterior incorporação da enzima papaína nas concentrações de 1% e 2%. Os hidrogéis foram caracterizados pela avaliação de intumescimento, força do gel, comportamento reológico, pH, aspectos macroscópicos, área de sinérese e cinética de liberação in vitro. A presença da papaína foi capaz de diminuir o grau de intumescimento e a força dos hidrogéis. Enquanto que, a reticulação química com a vanilina na maioria dos hidrogéis não influenciou no grau de intumescimento e aumentou a força dos géis. As formulações apresentaram valores de pH compatíveis com o da pele, variando entre 4,7 e 5,3. Quanto à reologia, todos os hidrogéis apresentaram comportamento pseudoplástico, com os maiores valores de viscosidade mínima aparente para os hidrogéis de quitosana com goma em relação aos com hidroxietilcelulose e, em especial, reticulados com vanilina e em ausência de papaína. Não foram observadas diferenças entre os hidrogéis no ensaio de área de sinérese. Na cinética de liberação in vitro, o doseamento protéico da papaína foi realizada pelo método BCA e foi seletivo analiticamente apenas para os hidrogéis de quitosana com hidroxietilcelulose e sem vanilina. Um aumento do efeito burst foi observado com o aumento da papaína incorporada e a difusão está envolvida no mecanismo de liberação da papaína a partir dos hidrogéis. Hidrogéis dos biopolímeros quitosana com goma guar e de quitosana com hidroxietilcelulose contendo papaína foram obtidos com sucesso e caracterizados físico-quimicamente de modo a atender os requisitos de um produto semi-sólido aplicável a melhorar a desta enzima na tratamento de queimaduras.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELISANGELA AFONSO DE MOURA MENDONÇA - UFPB
Presidente - 1544647 - MATHEUS DE FREITAS FERNANDES PEDROSA
Interno - 6330567 - TULIO FLAVIO ACCIOLY DE LIMA E MOURA
Notícia cadastrada em: 20/07/2016 15:03
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