Banca de DEFESA: KAREN CYBELLE DE HOLANDA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KAREN CYBELLE DE HOLANDA SILVA
DATA : 25/05/2016
HORA: 14:00
LOCAL: SALA DE AULA II DO PPGCF
TÍTULO:

Desenvolvimento de microemulsões para uso farmacêutico


PALAVRAS-CHAVES:

Microemulsão, desenho experimental, Anfotericina B.


PÁGINAS: 82
RESUMO:

As microemulsões (ME) são relatadas como uma alternativa importante para melhorar a solubilidade de fármacos, aumentar sua biodisponibilidade e protegê-los contra as condições ambientais adversas, estendendo assim seu prazo de validade. No entanto, durante o desenvolvimento deste sistema, as combinações possíveis dos seus constituintes podem chegar a um número infinito. Assim, esse trabalho teve como objetivo utilizar estratégias de planejamento experimental, como a metodologia de superfície de resposta e diagramas de fases pseudoternário, para desenvolver uma formulação de ME contendo Anfotericina B (AmB), com características para fins farmacêuticos, fácil de preparar e com perspectiva de escalonamento industrial. Foi utilizado um desenho fatorial e Box-Behnken para escolha dos componentes (Capmul® MCM EP e Miglyol® 812N como fase oleosa, Tween® 80 como tensoativo, Polietilenoglicol 400 como co-tensoativo e água bidestilada) e formulação teste. Em seguida um diagrama de fases pseudoternário foi construído para delinear as regiões das formulações. A caracterização físico-química das ME contendo ou não AmB foi realizada por Microscopia de Luz Polarizada, condutividade elétrica, pH, índice de refração e tamanho de gotícula. Posteriormente, foram realizados ensaios de doseamento da AmB nas ME e avaliação da citotoxicidade in vitro celular VERO. Para avaliar a possibilidade de escalonamento da ME, três vias de preparo foram estudadas: ultrassom, agitação magnética e homogeneizador a alta pressão. A construção do diagrama de fases pseudoternário revelou a presença de uma grande região de ME. Três formulações-teste (ME 1, ME 2 e ME 3), nas quais a AmB foi incorporada, apresentou a taxa de incorporação de 69,68; 69,39 e 66,30%, respectivamente. Todas as microemulsões apresentaram-se como sistemas estáveis, isotrópicos e translúcidos e não houve diferença estatística entre os valores de pH. Através da analise de Box-Behnken, a ME 1 foi escolhida como melhor formulação e a sua toxicidade quando incorporada com AmB foi de 18%. A ME 1 apresentou valores de granulometria equivalentes entre as três metodologias utilizadas, sugerindo a viabilidade de produção em grande escala. Nesse trabalho foi demonstrado um eficiente fluxograma de atividades para o desenvolvimento de ME, otimizando o número de experimentos e tempo de execução. Em conclusão, a formulação ME 1 apresentou os melhores resultados indicando que esta pode ser considerada como um sistema carreador de AmB, estável, fácil de produzir e possível de escalonar.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 346138 - ALDO DA CUNHA MEDEIROS
Presidente - 1178187 - ERYVALDO SOCRATES TABOSA DO EGITO
Externo à Instituição - VALBERT NASCIMENTO CARDOSO - UFMG
Notícia cadastrada em: 24/05/2016 14:43
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