Banca de DEFESA: SUSANA BARBOSA RIBEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUSANA BARBOSA RIBEIRO
DATA: 31/07/2015
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE AULA II DO PPGCF
TÍTULO:

Estudo comparativo entre antipsicóticos atípicos no tratamento da esquizofrenia e sua influência na qualidade de vida e efeitos adversos dos pacientes


PALAVRAS-CHAVES:

Esquizofrenia. Antipsicóticos atípicos. Exames bioquímicos e hormonais. Qualidade de vida.


PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A esquizofrenia é um transtorno mental grave e persistente, o diagnóstico ocorre principalmente na fase da adolescência. O tratamento farmacológico se faz com antipsicóticos típicos e atípicos. Os antipsicóticos atípicos apresentam como vantagem os reduzidos efeitos extrapiramidais, o que os torna promissores no tratamento da esquizofrenia. Por outro lado os atípicos têm apresentando significante alterações metabólicas e hormonais. O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos dos antipsicoticos atípicos, olanzapina e risperidona, sobre a qualidade de vida e efeitos adversos nos pacientes esquizofrênicos, para isto foram realizados avaliação da qualidade de vida, com aplicação do EuroQol-5D-3L, exames bioquímicos e hormonais, aferição da pressão arterial e medição de índices antropométrico, além da aplicação de escalas que avaliam efeitos colaterais Kliniske Undersøgelser (UKU) e Simpson-Angus. Os dados foram analisados utilizando-se o teste t de student e teste de qui-quadrado com nível de significância de 5%. Em relação às dimensões de qualidade de vida avaliadas pelo EuroQol, os resultados mostram que o antipsicótico olanzapina causa prejuízos significativos associados aos cuidados pessoais (p< 0,001). Comparando os dois grupos de antipsicóticos o valor médio do QALY foi favorável para o grupo da risperidona (p < 0,032). As variáveis antropométrica, bioquímicas e os escores analisados apresentaram resultados desfavoráveis para os usuários de olanzapina quando comparada a risperidona. Os homens utilizam de forma prevalente este antipsicótico (p < 0,008). As variáveis antropométricas e da pressão arterial apresentaram os seguintes resultados estatísticos: circunferência abdominal (p< 0,01), circunferência do quadril (p < 0,02), peso (p < 0,02) e pressão arterial (p < 0,04). Os resultados das variáveis bioquímicas e hormonais para olanzapina foram: triglicerídeos (p < 0,04), HDL colesterol no sexo masculino (p < 0,02) e cortisol (p < 0,01). Nos usuários de risperidona, o único valor desfavorável foi o da prolactina (p < 0,04). Em relação às escalas de Simpson Angus e UKU, os resultados descritos desfavorecem o grupo tratado com olanzapin: a média dos escores totais da escala Simpson-Angus para olanzapina foi de 0,38, enquando que para risperidona foi de 0,11(p < 0,02). Na escala UKU obteve-se os seguintes resultados desfavoráveis para olanzapina: fadiga (p < 0,02), distonia (p < 0,01) e tremor (p < 0,03). Os efeitos colaterais da escla UKU para risperidona foram ginecomastia (p < 0,01), disfunção ejaculatória (p <0,02) e disfunção erétil (p <0,02). Conclui-se que os usuários de olanzapina apresentaram pior escore de qualidade de vida, maiores riscos metabólicos associados ao sobrepeso e perfil lipídico inadequado, além de maior tendência a manifestações extrapiramidais. Contudo, os usuários de risperidona se mostraram mais propensos a reações adversas decorrentes de alterações hormonais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2374605 - AURIGENA ANTUNES DE ARAUJO
Externo à Instituição - MARTA MARIA DE FRANÇA FONTELES - UFC
Externo ao Programa - 2379141 - RICHARDSON AUGUSTO ROSENDO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 15/07/2015 16:06
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