Banca de DEFESA: JULIA MORAIS FERNANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JULIA MORAIS FERNANDES
DATA: 25/02/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório da Faculdade de Farmácia
TÍTULO:

Kalanchoe brasiliensis CAMBESS E Kalanchoe pinnata (LAMARCK) PERSOON: INVESTIGAÇÃO QUÍMICA E AVALIÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOFÍDICA FRENTE AO VENENO DE Bothrops jararaca


PALAVRAS-CHAVES:

Kalanchoe brasiliensis, Kalanchoe pinnata, coirama, patuletin, quercetin, Bothrops jararaca.


PÁGINAS: 204
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

As espécies Kalanchoe brasiliensis Cambess e Kalanchoe pinnata (Lamarck) Persoon (Crassulaceae), conhecidas popularmente como Saião, são usadas indistintamente na medicina tradicional por sua ação anti-inflamatória. Apesar do amplo uso popular não há monografia que especifique os parâmetros de qualidade dessas drogas vegetais. Vale ressaltar ainda que K. pinnata está presente na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse do Sistema Único de Saúde – RENISUS (2009). Além disso, não há na literatura pesquisada estudos que avaliem a atividade antiofídica dessas espécies. Dentro deste contexto, o presente trabalho tem como objetivo isolar e identificar os possíveis marcadores que possam ser utilizados no controle de qualidade dessas espécies e avaliar a atividade anti-inflamatória do extrato das folhas dessas espécies frente a inflamação induzida pelo veneno da serpente Bothrops jararaca. A técnica de Cromatografia Líquida de Alta Eficiência semi-preparativa foi utilizada para a obtenção de flavonoides glicosilados da fração acetato de etila das folhas de K. brasiliensis e da fração butanólica das folhas de K. pinnata. Foram isolados cinco flavonoides (Kb1 20,8 mg, Kb2 7,2 mg, Kb3 8,7 mg, Kb4 1,2 mg e Kb5 11 mg) de K. brasiliensis. Kb1 foi identificado como patuletina 3-O-α-L-raminopiranosil-7-O-α-L-raminopiranosídeo e Kb5 foi identificado parcialmente como um derivado diglicosilado da patuletina na posição 7. Para K. pinnata, foi isolado o flavonoide majoritário Kp1 (34,8 mg), identificado como quercetina 3-O-α-arabinopiranosil (12) α-ramnopiranosídeo, e o flavonoide Kp2 (7,4 mg) ainda não identificado. Para a análise dos flavonoides foi desenvolvido um método empregando uma coluna C18 Phenomenex (250 x 4,6 mm, 5 μm), com um gradiente de fase móvel de acetonitrila (solvente A) e ácido acético 0,3 % (B), com 7-15 %, de 0-5 min; 15-24 %, de 5-35 min; 24-25 %, de 35-43 min; 25-30 %, de 43-60 min. O fluxo foi mantido constante em 0,7 mL/min e a detecção realizada a 254 e 340 nm com a aquisição de espectros UV na faixa de 190 a 450 nm. Essas análises revelaram que os espectros UV dos picos majoritários dos extratos hidroetanólicos de K. brasiliensis e K. pinnata são derivados de agliconas flavonoídicas diferentes. Os resultados mostraram também que para K. brasiliensis os compostos majoritários são derivados da patuletina, enquanto para K. pinnata, são derivados da quercetina. Em relação aos estudos biológicos antiofídico, ambas as espécies inibiram a enzima fosfolipase do veneno de B. jararaca, revelando que K. pinnata foi mais ativa que K. brasiliensis; além disso, as duas espécies vegetais avaliadas foram capazes de rezudir significativamente a atividade hemorrágica induzida pelo veneno de B. jararaca. No entanto, apenas a espécie K. pinnata, na maior dose, apresentou um efeito antiedematogênico significativo, comparável à dexametasona.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1490222 - SILVANA MARIA ZUCOLOTTO LANGASSNER
Externo ao Programa - 2330188 - GERLANE COELHO BERNARDO GUERRA
Externo à Instituição - ELOIR PAULO SCHENKEL - UFSC
Notícia cadastrada em: 25/02/2015 11:56
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