Banca de QUALIFICAÇÃO: VIVIANE ANDRADE ALVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VIVIANE ANDRADE ALVES
DATA : 19/11/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sessão Pública realizada na Sala de reuniões do DNUT/UFRN - CAMPUS CENTRAL
TÍTULO:

Avaliação de riscos ambientais em Unidades de Alimentação e Nutrição hospitalares e comportamento de trabalhadores


PALAVRAS-CHAVES:

Serviços de Alimentação. Condições de Trabalho. Saúde do trabalhador. Comportamento profissional.


PÁGINAS: 86
RESUMO:

Trabalhadores de Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) estão frequentemente expostos a condições ambientais adversas que podem comprometer sua saúde e a adesão às práticas seguras de manipulação de alimentos. Entretanto, são escassos os estudos que investigam conjuntamente essas condições e os determinantes do comportamento dos trabalhadores, especialmente no contexto hospitalar. Objetivou-se avaliar as condições ambientais de UAN hospitalares no Rio Grande do Norte e investigar os determinantes do comportamento frente aos riscos ambientais e sua relação com o trabalho. Estudo transversal, descritivo e exploratório utilizou métodos mistos, com coleta de dados in loco em seis hospitais públicos do RN. Na primeira etapa, foram avaliados layouts e parâmetros de temperatura (°C), umidade relativa do ar (%), luminosidade (lux), ruído (decibéis) e velocidade do ar (m/s), utilizando medidor multiparâmetros. As aferições foram realizadas nos setores das UAN, em triplicata, durante dois dias em cada hospital. Na segunda etapa, elaborou-se instrumento fundamentado no Modelo de Ativação de Normas (NAM), estruturado em cinco construtos: consciência das consequências, atribuição da responsabilidade, normas pessoais, intenção de comportamento e comportamento. O instrumento foi validado pela técnica Delphi quanto à clareza, relevância e pertinência, utilizando o Índice de Validade de Conteúdo. Nas áreas de cocção, verificaram-se temperaturas medianas elevadas, de 23,0 a 31,2 °C no primeiro dia e 25,2 a 33,8 °C no segundo, atingindo 34,4 °C na cozinha dietética. A umidade relativa apresentou média de 64% e alta variabilidade, particularmente no setor de corte de carnes (DP=11,6 pontos percentuais). Observou-se circulação de ar insuficiente, especialmente nas áreas de cocção e distribuição, com velocidades medianas iguais ou próximas a 0,0 m/s. Os níveis medianos de ruído variaram de 62,0 a 80,8 dB nas cozinhas e atingiram 90,0 dB no refeitório, superando o limite estabelecido pelas normas regulamentadoras. Constataram-se deficiências e discrepâncias na iluminação, com medianas inferiores a 30 lux nas áreas de cocção e superiores a 1.200 lux na higienização de utensílios, com amplitude interquartil de 547 lux. Essas condições podem ocasionar desconforto térmico, fadiga, desidratação e esforço visual, além de prejudicar atenção e comunicação e aumentar o risco de acidentes. Embora a estrutura física apresenta setorização das etapas produtivas, essa organização não assegura condições ambientais adequadas. Para avaliação do instrumento, o painel Delphi foi composto por 10 especialistas em duas rodadas. Na primeira, dos 39 itens avaliados, nove (23,1%) apresentaram IVC inferior a 0,80 para clareza, um (2,6%) para relevância e três (7,7%) para pertinência. Na segunda rodada, a concordância total foi de 88% para clareza e 97% para relevância e pertinência, resultando em versão final com 34 itens. Conclusões parciais indicam que a proteção da saúde e segurança dos trabalhadores depende de melhorias ambientais e físico-funcionais articuladas à organização do trabalho.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - FLÁVIA QUEIROGA ARANHA - UNESP
Externa ao Programa - 3151534 - HELENI AIRES CLEMENTE - nullPresidente - 1610982 - PRISCILLA MOURA ROLIM
Notícia cadastrada em: 08/10/2026 12:04
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