ESCRITA DE CRIANÇAS DO ENSINO FUNDAMENTAL NAS LÍNGUAS
SEMITRANSPARENTES PORTUGUÊS BRASILEIRO E PORTUGUÊS EUROPEU
Escrita manual; Desenvolvimento da Linguagem; Alfabetização;
Aprendizagem.
O objetivo geral deste estudo é analisar a escrita de crianças
do ensino
fundamental de escolas do Brasil e Portugal. Dentre os objetivos
específicos, o estudo pretende: caracterizar os erros ortográficos de
escolares do ensino fundamental de escolas privadas com queixas de
dificuldades de aprendizagem (estudo 1); verificar se há diferenças no
padrão de erros ortográficos de crianças do 2o e 3o ano do ensino
fundamental, de escolas públicas de Natal/RN/Brasil e Lisboa/Portugal
(estudo 2) e analisar a escrita narrativa dos escolares brasileiros e
portugueses (estudo 3). Metodologia: Participaram deste estudo, crianças
de escolas privadas (estudo 1) e de duas escolas públicas, uma do Brasil e
uma de Portugal, do 2o e 3o ano do ensino fundamental I (estudos 2 e
3). A coleta de dados foi realizada na clínica-escola de fonoaudiologia no
laboratório LEIA, individualmente (Estudo 1). E de forma coletiva, dentro da
sala de aula em horário letivo (Estudos 2 e 3). A amostra foi dividida em
grupos: G2BR (alunos brasileiros do 2o ano), G3BR (alunos brasileiros do
3o ano), G2PT (alunos portugueses do 3o ano) e G3PT (alunos portugueses
do 3o ano). Para classificar e analisar os erros ortográficos foi utilizada a
classificação de Zorzi (Estudo 1) e de Vale e Sousa (2022) (Estudo 2) e para
analisar a escrita narrativa foi estruturado um protocolo de análise
qualitativa para textos narrativos. Resultados: Os resultados dos estudos
realizados revelaram uma diferença significativa de desempenho na
escrita de palavras isoladas e narrativas, entre os países. O padrão de
erros ortográficos também se revela distinto quando compara-se às
crianças brasileiras e portuguesas; observa-se maior quantidade de erros
cometidos pelos escolares brasileiros, tanto em nível fonológico quanto
ortográfico. Quanto ao desempenho em escrita narrativa, o desempenho
dos escolares europeus também se revela superior.