Banca de DEFESA: MARIA LUIZA DE SOUSA LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA LUIZA DE SOUSA LOPES
DATA : 14/02/2026
HORA: 17:00
LOCAL: UFRN - CT
TÍTULO:

Gestão Autônoma da Medicação Diante dos Desafios da Reforma Psiquiátrica no Território de Santa Cruz - RN

 


PALAVRAS-CHAVES:

Território, Gestão Autônoma da Medicação, Santa Cruz, Saúde Mental, CAPS, Desmontes, Reforma Psiquiátrica, Alianças Inconscientes, Objetos Mediadores

 


PÁGINAS: 199
RESUMO:

O Brasil passou nos últimos anos por um desmonte das políticas de saúde, com uma série de consequências no campo da saúde mental. Uma face dessa problemática se insere nas relações dos serviços, trabalhadores e usuários com as lógicas de prescrição da medicação psicotrópica, especialmente por esta ser considerada uma face não reformada da Reforma Psiquiátrica brasileira. Uma estratégia em saúde que lança luz para esse contexto e busca intervir nele é a Gestão Autônoma da Medicação (GAM). Tendo em conta que o Brasil é um país de extensão continental marcado por diferenças sócio-econômicas, culturais e de oferta de serviços de saúde, há lacunas no que se refere tanto às pesquisas GAM brasileiras em relação aos distintos territórios quanto ao próprio processo de Reforma Psiquiátrica Brasileira. Desse modo, esta pesquisa visou uma intervenção com a estratégia GAM no CAPS II de Santa Cruz-RN, buscando analisar o modo de cuidado com sujeitos ditos loucos nesta cidade. Mais especificamente, busca mobilizar a produção de autonomia e cogestão dos usuários, problematizar como se dão os processos de medicalização em saúde mental e construir junto aos participantes transformações na estratégia GAM a partir das particularidades do território. Para o alcance dos objetivos propostos, foi realizada uma pesquisa-intervenção articulando a estratégia GAM e a psicanálise, perspectiva que norteou tanto o manejo do grupo como a problematização dos processos de atenção em saúde mental e medicalização presentes no território. Nesta, se construíram com os participantes do grupo objetos  mediadores, visando trazer a especificidade cultural do território para a GAM, compondo com o instrumento já existente. A construção destes mediadores se sustentou em um trabalho arqueológico de construção da história do território de Santa Cruz, ao escutarmos as relações de transferência, as alianças inconscientes e os modos de relação às pessoas ditas loucas no serviço e na cidade. O registro do vivido no grupo se deu através da escrita de memórias coletivas, pensadas com o grupo e em momentos de supervisão com a equipe de pesquisa, com a orientadora e com os trabalhadores do CAPS. Foram realizados vinte encontros, com a participação de oito usuários, três estudantes de graduação e três profissionais do CAPS. Os temas mais recorrentes foram a relação de exclusão sentida pelos usuários em relação a cidade, violências enfrentadas pelos usuários, bem como relatos de direitos violados e a relação dos usuários com as medicações psicotrópicas. Como resultados da experiência destacam-se a construção do grupo GAM como um espaço de construção de vínculos de libertação e a criação de objetos mediadores como uma alternativa para adaptação da GAM com usuários sem letramento ou com baixa afinidade de leitura. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3060449 - ANA CAROLINA RIOS SIMONI
Interna - 1674041 - ANA KARENINA DE MELO ARRAES AMORIM
Interna - ***.351.374-** - INDIANARA MARIA FERNANDES FERREIRA - UFRN
Externo à Instituição - MÁRCIO MARIATH BELLOC - UFPA
Notícia cadastrada em: 04/02/2026 15:02
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