Banca de DEFESA: ROBERTA LOUISE MARIANO BEZERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROBERTA LOUISE MARIANO BEZERRA
DATA : 02/09/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Sala do laboratório LEIA.
TÍTULO:

Repensando a criatividade: desenvolvimento, implementação e avaliação de um programa interventivo para crianças em situação de alta pobreza

 


PALAVRAS-CHAVES:

Criatividade; Vulnerabilidade; Educação; Escolarização; Estimulação.


PÁGINAS: 161
RESUMO:

Como habilidade inerente a todos os indivíduos, é amplamente aceito que a criatividade pode ser estimulada por meio de estratégias interventivas. Destacam-se as abordagens flexíveis e adaptáveis para a estimulação da habilidade como técnicas globais para abarcar o perfil e o processo criativo. O presente trabalho teve como objetivo desenvolver, aplicar e analisar o impacto de um programa interventivo de média duração em criatividade e linguagem para crianças em situação de alta pobreza. O estudo 1 abordou o desenvolvimento das etapas de construção do Laboratório de Unificação Criativa para Construção e Autonomia (LUCCA), com utilização do método de pesquisa-ação e triangulação de métodos. Os resultados evidenciaram o LUCCA como um programa de média duração, com 20 encontros divididos a partir da contação de histórias de quatro livros infantojuvenis. Objetivou estimular as habilidades de linguagem (vocabulário, discurso narrativo oral), e criatividade. O LUCCA se destacou pela adaptabilidade e flexibilização, além de promover o protagonismo e a construção de identidade pelos participantes. O estudo 2 investigou os impactos de um programa interventivo em criatividade (LUCCA) no ambiente escolar de forma coletiva, de método misto, com 46 crianças, matriculadas no 4o ano do Ensino Fundamental em Natal/RN, divididos em: Grupo de Estudo (GE) composto por 23 crianças de uma sala de aula que utilizaram o LUCCA e Grupo Controle (GC), as outras 23 de outra sala de aula que não utilizaram o LUCCA. Antes e depois da intervenção, foram avaliadas: criatividade, concepções de criatividade, discurso narrativo oral, e vocabulário expressivo, com os seguintes instrumentos: Teste de Criatividade Figural Infantil (TCFI), Questionário Qualitativo Sobre Criatividade, Discurso Narrativo Oral Infantil (DNOI), Teste Infantil de Nomeação (TIN), Teste de Vocabulário por figuras USP (TVFUSP). A análise dos dados foi realizada a partir de duas abordagens: 1) Quantitativa: por meio de análise estatística inferencial descritiva, com análises comparativas intergrupo (grupo controle vs. grupo de estudo) nos dois momentos (pré e pós-intervenção) e comparações intragrupo (pré vs. pós- intervenção dentro de cada grupo); 2) Qualitativa: para a análise dos dados qualitativos (entrevistas e gravações), foi empregada a análise temática. Os resultados do Estudo 2 indicaram diferenças significativas em GE apenas no fator 4 de criatividade (aspectos cognitivos), além de mudanças positivas nas autopercepções das crianças, assim como, desenvolvimento de protagonismo, autonomia e confiança após o programa. O estudo 3 investigou como uma intervenção baseada em práticas criativas e narrativas pode impactar a autopercepção em criatividade, clima para a criatividade em sala de aula, e pensamento de possibilidades de crianças de alta pobreza. Participaram 42 crianças, divididas entre GE (Grupo de Estudo) com 21 crianças, que participaram do programa de intervenção e GC (Grupo Controle) com 21 crianças, que não participaram do programa. Antes e depois da intervenção foram aplicadas: Escala de clima para a criatividade em sala de aula, Escala de pensamento de possibilidades (PTS), e questionário qualitativo sobre compreensão e aplicação da criatividade na rotina diária. A análise dos dados foi realizada a partir da análise descritiva (frequência de desempenho nas escalas) e da análise temática de Braun e Clarke para os dados qualitativos. Os resultados do Estudo 3 apontam para mudanças positivas na autopercepção da turma GE para a criatividade, além de uma compreensão mais elaborada sobre como utilizar habilidades criativas em casa e na escola, percepções mais positivas para componentes favoráveis ao clima para criatividade em sala de aula, e foi identificado uma melhor percepção para o Fator 3 (Consciência do possível) na escala PTS.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2143029 - CINTIA ALVES SALGADO AZONI
Externa à Instituição - DANIELLE FERREIRA GARCIA
Externa à Instituição - Julia Beatriz Lopes Silva - UFMG
Externo à Instituição - RICARDO FRANCO DE LIMA - USF
Externa à Instituição - TATIANA DE CÁSSIA NAKANO
Notícia cadastrada em: 21/08/2025 15:06
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