CARACTERÍSTICAS PRODUTIVAS E ESTRUTURAIS DE CULTIVARES DE Brachiaria SOB LOTAÇÃO INTERMITENTE EM RESPOSTA ÀS VARIAÇÕES CLIMÁTICAS SAZONAIS
Altura do dossel; composição morfológica; relação folha:colmo; ciclos de pastejo.
A produção de ruminantes em regiões tropicais depende da disponibilidade de forragem ao longo do ano. No semiárido, a variação temporal das condições climáticas altera a produção e a estrutura do pasto. Objetivou-se avaliar as características produtivas e estruturais de cultivares de Brachiaria em resposta à variação temporal no semiárido. O experimento foi conduzido na Escola Agrícola de Jundiaí, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba, RN. Foram avaliadas quatro cultivares de Brachiaria: Marandu, Xaraés, Paiaguás e BRS Ipyporã, em delineamento inteiramente ao acaso, com quatro repetições, totalizando 16 piquetes, manejados sob lotação intermitente. A altura do dossel apresentou redução ao longo dos meses em todas as cultivares. No pré-pastejo, Marandu, Xaraés e Ipyporã apresentaram reduções significativas na altura do dossel. A massa de forragem variou em todas as cultivares ao longo dos meses, com destaque para Marandu que aumentou de 2.369,66 kg de MS ha⁻¹ em junho para 3.997,99 kg de MS ha⁻¹ em setembro. Houve redução na proporção de folhas e aumento de colmo e de material morto, resultando em queda na relação folha:colmo e na relação verde:morto ao longo dos meses de avaliação. Observou-se aumento nos teores de matéria seca em todas as cultivares de junho (15,6 a 19,7%) para outubro (40,3 a 45,4%) e diminuição nos teores de proteína bruta de junho (6,8 a 12,7%) para outubro (3,4 a 3,7%). Dessa forma, as cultivares de Brachiaria apresentaram alterações produtivas e estruturais ao longo dos ciclos de pastejo, influenciadas pela redução da disponibilidade hídrica. No período mais seco, houve diminuição da proporção de folhas e do teor de proteína bruta.