POTENCIAL BIOENERGÉTICO DE Carthamus tinctorius L. EM CULTIVARES COM ESPINHOS REDUZIDOS: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR.
Cártamo; espinhos reduzidos; Oleaginosas; Sem espinhos; Semiárido
O Carthamus tinctorius L., popularmente conhecido como cártamo, destaca-se no cenário agrícola global como uma oleaginosa de ampla adaptabilidade a condições ambientais adversas, como altas temperaturas, déficit hídrico e solos de baixa fertilidade, características que o tornam especialmente promissor para o semiárido nordestino. Além de sua resiliência agronômica, a espécie apresenta expressivo valor econômico e industrial, sobretudo em função do elevado teor do óleo extraído de suas sementes, rico em ácidos graxos insaturados, o que a posiciona entre as principais culturas com potencial para a produção de biocombustíveis. No entanto, apesar de suas vantagens produtivas, a presença de espinhos rígidos ao longo das folhas e brácteas constitui um importante entrave à adoção da cultura pela agricultura familiar, especialmente em contextos de baixa mecanização, nos quais o manejo e a colheita são predominantemente manuais. Nesse sentido, as cultivares com espinhos reduzidos e sem espinhos emergem como alternativa estratégica, ao favorecerem melhores condições de trabalho, redução de riscos operacionais e maior viabilidade socioeconômica do cultivo. Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar o potencial bioenergético de duas cultivares de cártamo, IMAMT 1470 e IMAMT 7329, com ênfase na comparação entre indivíduos com espinhos, com espinhos reduzidos e sem espinhos, considerando parâmetros morfológicos, fisiológicos, de produtividade e teor de óleo. Paralelamente, a pesquisa incorpora uma abordagem social e educativa, buscando compreender a percepção e a aceitabilidade do cultivo do cártamo entre estudantes das Ciências Agrárias vinculados à agricultura familiar, bem como analisar o papel do Selo Biocombustível Social como instrumento de fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis no semiárido nordestino. Dessa forma, o estudo pretendeu contribuir para a diversificação produtiva, a promoção de fontes renováveis de energia e o fortalecimento da agricultura familiar, articulando dimensões agronômicas, sociais e ambientais do desenvolvimento regional sustentável.