Banca de QUALIFICAÇÃO: MALU ANDRADE ALVES DE LIMA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MALU ANDRADE ALVES DE LIMA
DATA : 30/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

NANOPARTÍCULAS CONTENDO ÓLEO DE QUINOA (Chenopodium quinoa

Willd.): AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE E DIGESTÃO GASTROINTESTINAL SIMULADA


PALAVRAS-CHAVES:

Ácidos graxos; Nanoencapsulação; Viabilidade celular; Digestão simulada in vitro.


PÁGINAS: 122
RESUMO:

A quinoa é um pseudocereal com alto potencial nutritivo e bioativo, destacando-se

pelo elevado teor de proteínas, além de vitaminas, minerais e compostos fenólicos. O

óleo extraído dessa semente apresenta quantidades expressivas de ácidos graxos

insaturados e vitamina E, o que o torna um produto de interesse funcional. Nesse

cenário, o nanoencapsulamento de compostos lipofílicos configura-se como uma es

tratégia promissora para viabilizar sua solubilização em matriz aquosa, preservar a

integridade dos compostos bioativos, ampliar a biodisponibilidade e potencializar as

propriedades bioativas do óleo. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a

toxidade e digestão gastrointestinal simulada de nanopartículas contendo óleo de

quinoa. Para isso, foram utilizadas a gelatina suína (GS) e proteína do soro do leite

(PTI) como agentes encapsulantes, associadas ao Tween 20 como tensoativo, vi

sando a produção de duas nanoformulações por meio da técnica de emulsificação

óleo/água: OG (óleo de quinoa + gelatina suína) e OPG (óleo de quinoa + gelatina e

proteína do soro do leite). As nanopartículas foram caracterizadas quanto à morfolo

gia, diâmetro e interações químicas (MEV e DLS), avaliadas quanto à eficiência de

encapsulação, toxicidade in vitro (linhagens celulares:CHO-K1, HeLa, 3T3 e A549) e

in vivo (Caenorhabdtis elegans), além da digestão gastrointestinal simulada in vitro. A

caracterização revelou partículas com superfície lisa, sem rachaduras, com formato

esférico e diâmetro de 151,0 (± 44,51) e 198,3 (± 1,00) nm, respectivamente para OG

e OPG. A eficiência de encapsulação foi de 92,69% (± 5,461) para a nanoformulação

OG e 97,88% (± 0,065) para a OPG. A análise de citotoxicidade revelou que o óleo

não apresentou efeito citotóxico para as células CHO-K1, HeLa, 3T3 e A549 (> 95%)

após 24 horas, e citotoxicidade específica em células 3T3 (67%) após 72 horas. Em

relação às nanopartículas, OG não apresentou potencial citotóxico em concentrações

elevadas (90%) mesmo após 72 horas, e OPG demonstrou citotoxicidade para células

3T3 e A549 e ausência de efeito citotóxico nas linhagens CHO-K1 e HeLa. Ademais,

foi avaliada a toxicidade in vivo do óleo de quinoa para o Caenorhabdtis elegans, por

meio do ensaio de eclosão de ovos, não apresentando diferença estatística entre o

grupo controle e as concentrações testadas (p > 0,05). A liberação gastrointestinal in

vitro demonstrou a ausência de ácidos graxos, em ambas as formulações, na fase

oral. A OG apresentou maior liberação gástrica, com a liberação de 41,650% (±14,46)

do ácido linoleico e 33,360% (± 0,00) do oleico, enquanto a OPG melhor desempenho

na fase intestinal, com liberação do ácido linoleico 64,160 % (± 0,730) e oleico 21,310

(± 2,810). Assim, a nanoencapsulação do óleo de quinoa demonstrou ser uma estra

tégia que otimiza as propriedades bioativas do óleo, ampliando suas possibilidades

de aplicação industrial.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3652554 - FRANCISCO CANINDE DE SOUSA JUNIOR
Externa ao Programa - 3211846 - KARLA SUZANNE FLORENTINO DA SILVA CHAVES DAMASCENO - nullExterno ao Programa - 3471264 - WÓGENES NUNES DE OLIVEIRA - null
Notícia cadastrada em: 11/03/2026 14:45
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