Banca de DEFESA: ANA BEATRIZ DA SILVA ARAUJO SENA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA BEATRIZ DA SILVA ARAUJO SENA
DATA : 03/03/2026
HORA: 14:00
LOCAL: SALA 2 DO PPGCF (PRESENCIAL)
TÍTULO:

NANOEMULSÕES CONTENDO EXTRATO DE RESÍDUO DE CAJU (ANACARDIUM OCCIDENTALE L.): DESENVOLVIMENTO, ESTUDO DE ESTABILIDADE, ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E ANTI-INFLAMATÓRIA IN VITRO


PALAVRAS-CHAVES:

Produtos naturais; sustentabilidade; sistema de liberação, nanoemulsões; extrato; resíduo do caju.


PÁGINAS: 169
RESUMO:

O interesse crescente por produtos naturais e sustentáveis impulsiona pesquisas em compostos bioativos fenólicos, conhecidos por suas propriedades antioxidantes. O extrato do resíduo do caju (ERC) emerge como fonte promissora desses compostos, com potencial para agregar valor a subprodutos agroindustriais. Este trabalho objetivou desenvolver e avaliar uma nanoemulsão contendo ERC, destacando sua atividade antioxidante e aplicações em produtos farmacêuticos, cosméticos ou alimentícios. A metodologia incluiu extração enzimática assistida, caracterização do extrato por teor de compostos fenólicos totais (método Folin-Ciocalteu) e HPLC, avaliação de atividades antioxidante (DPPH, ABTS, radical hidroxila, poder redutor e CAT), anti-inflamatória (redução de óxido nítrico), citotoxicidade, migração e proliferação celular. Em seguida, preparou-se a nanoemulsão, com estudos de pré-formulação e monitoramento de estabilidade por 90 dias em diferentes condições, analisando tamanho de gotícula, PDI, potencial zeta, pH, condutividade e atividade antioxidante. Os resultados mostraram alto teor fenólico no ERC (327 µg/L EAG, superior à literatura), identificação de 8 compostos por HPLC (com quantificação de ácido gálico, p-cumárico, ferúlico e quercetina), forte atividade antioxidante (ABTS 93,16%, DPPH 68,78%, hidroxila 95%, poder redutor 96,47%, CAT 5,2 mg/g), baixa citotoxicidade (>80% viabilidade), redução significativa de NO nas concentrações de 50 e 100 µg/mL, e estímulo à migração/proliferação celular. A nanoemulsão exibiu excelente estabilidade físico-química por 90 dias (especialmente em geladeira) e desempenho superior ao extrato puro em atividades antioxidante e anti-inflamatória in vitro. Conclui-se que a nanoemulsão com ERC é viável como ingrediente cosmecêutico inovador e sustentável, valorizando um resíduo agroindustrial rico em bioativos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1789788 - ADLEY ANTONINI NEVES DE LIMA
Externo à Instituição - EDUARDO PEREIRA DE AZEVEDO - UnP
Externa ao Programa - 1209765 - LIGIA NUNES DE MORAIS RIBEIRO - null
Notícia cadastrada em: 12/02/2026 12:56
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