Projeto Pedagógico do Curso

A diversidade de cursos nas áreas de computação e informática já é reconhecida nacional e internacionalmente. As diretrizes curriculares nacionais foram recentemente aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação (MEC) e incluem os cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Engenharia de Software e Sistemas de Informação, todos Bacharelados, e, ainda, a Licenciatura em Computação.

As principais sociedades de computação no mundo (a Association for Computing Machinery – ACM, a Association for Information Systems – AIS, e a Computer Society do Institute for Electrical-Electronic Engineering – IEEE-CS) uniram forças e concluíram em 2005 um trabalho que apresenta um currículo de referência para a área de computação [ACM/AIS/IEEE-CS, 2005]. Neste trabalho, estas sociedades propõem cinco possíveis cursos de graduação para a área da computação, apresentando suas diferenças, perfis dos formandos, competências e habilidades, visando atender às demandas do mercado de trabalho da atualidade. Segundo a força-tarefa da ACM, AIS e IEEE-CS, os cursos de graduação em computação podem ser:

-Engenharia de Computação
-Ciência da Computação
-Sistemas de Informação
-Tecnologia da Informação
-Engenharia de Software

Atualmente, a UFRN já oferece três cursos de graduação que estão relacionados diretamente à área de computação e indiretamente a área de desenvolvimento de software. São eles: (i) o curso de bacharelado em Ciência da Computação; (ii) o curso de Engenharia de Software; (iii) o curso de Engenharia de Computação (associado à formação de dois ciclos do BC&T); e (iv) o curso de Sistemas de Informação oferecido pelo Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), Campus Caicó.

Com esse novo modelo em dois ciclos de formação, a UFRN está oferecendo uma otimização dos recursos ao mesmo tempo em que oferece ao aluno maiores oportunidades de curso aliadas à flexibilidade de uma escolha mais amadurecida de forma que ele possa ter o perfil profissional que lhe seja mais adequado.

Ao concluir o curso de Tecnologia da Informação – Bacharelado, o egresso deverá ter adquirido uma formação superior fundamentada em conteúdos básicos da grande área de Tecnologia da Informação, estando academicamente apto para ingressar em um dos cursos vinculados ao Bacharelado (Engenharia de Software e Ciência da Computação). Ressalte-se aqui também a possibilidade de o egresso do BTI ingressar em outros cursos da UFRN. Um bom exemplo são os demais cursos de Engenharia da UFRN, aos quais o egresso do BTI pode ter acesso pela via do reingresso.

Por outro lado, o egresso também poderá atuar no mercado de trabalho em área em que se solicitem conhecimentos relacionados às tecnologias da informação, sejam empresas privadas, serviços públicos, instituições de ensino de nível superior e médio. Além disso, por estar vinculado ao Instituto Metrópole Digital que tem uma incubadora de empresa, os estudantes estão estimulados a empreender negócios de desenvolvimento e inovação em TI.

O egresso poderá, ainda, candidatar-se a curso de pós-graduação na área correlata da formação superior concluída, sempre em função das exigências exaradas pelos Colegiados desses Programas de Pós-Graduação.
Considerando o perfil do egresso e de acordo com as competências e habilidades a serem desenvolvidas, ele poderá atuar especificamente nas seguintes áreas:
a) Empresas privadas e instituições do setor público (pesquisas e estudos aplicados à área de TI, gerenciamento intermediário em cargos acessíveis via concurso público ou seleções de pessoal, conforme o caso);
b) No setor de serviços em geral – atendimento especializado em bancos e outras instituições financeiras; comércio (vendas, gerenciamento); empresas de pesquisa e apoio em ciências e tecnologia na área de TI;

c) Organizações do terceiro setor (cargos de gestão, notadamente em pesquisa e desenvolvimento tecnológico em TI);

d) Empreendimentos de base científico-tecnológica em TI, especialmente nos campos do planejamento, da gestão e da avaliação, seja no papel de empreendedores, de recursos humanos de nível superior, ou de consultoria e assessoria;

A visão de ensino por competências vem contra a lógica dos conteúdos mínimos (conhecimentos a serem aprendidos) tal como preconizava a normativa anterior às Diretrizes Curriculares Nacionais. Nesse sentido, é importante registrar que o Conselho Nacional de Educação, ao elaborar as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para os cursos, indica e orienta as competências e habilidades para cada um deles. Nesse caso, tratando-se de um curso novo, ainda não se encontram disponíveis essas orientações. Por isso, as competências e habilidades aqui apresentadas são fruto da reflexão da equipe da UFRN, considerando os objetivos do curso e o seu modelo em ciclos e ênfases, o perfil do egresso é diversificado. No núcleo comum, o aluno adquire competências e habilidades mais gerais relacionadas à área de Tecnologia da Informação. Após cursar as ênfases, o seu perfil vai sendo moldado com competências e habilidade específicas de uma das áreas da TI que a instituição entende como importante para as demandas do mercado profissional e para as oportunidades de pesquisa e pós-graduação.

Neste sentido, são as seguintes competências e habilidades gerais a serem desenvolvidas durante o curso de Bacharelado em Tecnologia da Informação :
 Conceber a produção de tecnologias da informação como um bem a serviço da humanidade para melhoria da qualidade de vida de todos;
 Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos e tecnológicos para a solução de problemas na área de Tecnologia da Informação;

Reconhecer a área de Tecnologia da Informação como produto histórico e cultural, suas relações com outras áreas de saber e de fazer e com as instâncias sociais;
 Conduzir ou interpretar experimentos na área de Tecnologia da Informação;
 Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos de pesquisa e desenvolvimento na área Tecnologia da Informação;
 Identificar, formular e apontar possíveis soluções para os problemas da área, através de raciocínio interdisciplinar;
 Elaborar argumentos lógicos baseados em princípios e leis fundamentais para expressar ideias e conceitos científicos;
 Dominar as técnicas de fazer sínteses, resumos, relatórios, artigos e outras elaborações teóricas específicas da área;
 Avaliar criticamente o impacto social e a viabilidade econômica das iniciativas na área de Tecnologia da Informação;
 Dominar e utilizar tecnologias e metodologias reconhecidas na área de Tecnologia da Informação;
 Fazer a articulação entre teoria e prática;
 Trabalhar em grupo e em equipes multidisciplinares, gerenciando projetos, coordenando equipes e pessoas em qualquer área em que venha a se inserir profissionalmente;
 Atuar acadêmica e profissionalmente dentro de uma ética que inclua a responsabilidade social e a compreensão crítica da ciência e tecnologia como fenômeno histórico e cultural;
 Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
 Realizar pesquisa bibliográfica, identificar, localizar e referenciar fontes, segundo as normas técnicas relevantes;

Utilizar de forma eficaz e responsável a tecnologia e os equipamentos disponíveis nos laboratórios de Tecnologia da Informação;
 Desenvolver a capacidade de aprendizagem em grande grupo, característica do BTI, respeitando as conveniências e regras para o bom aproveitamento da aprendizagem;
 Ser capaz de aprendizado autônomo;
 Orientar-se no seu itinerário acadêmico, realizando as escolhas que lhe sejam convenientes;
 Compreender que a dinâmica da sociedade de informação, assim como os avanços tecnológicos, exige a necessidade de formação continuada e atualização constante.

As competências específicas de cada uma das ênfases estão descritas mais adiante. Antes, é preciso entender a estrutura curricular proposta para o curso.

A metodologia de um curso como o BTI é um desafio. Nessa proposta, podemos nos basear nas lições aprendidas com a execução do curso de Bacharelado em Ciências e Tecnologia e exercitar a capacidade de adaptação através de ideias que poderão ser a base para a reflexão da equipe pedagógica que assumirá o curso.

8.1 As propostas do Bacharelado em Ciência e Tecnologia
O trecho, a seguir, segue o que foi proposto do projeto pedagógico de curso do BCT:
a) Estratégia para turmas numerosas. É preciso pensar em como montar estratégias eficientes para grandes assistências, afinal, são 60 discentes nas salas, pois estas precisam vir acompanhadas de práticas autônomas de aprendizagem. Além disso, discentes e docentes deverão aprender a trabalhar com o auxílio da monitoria.
b) Solucionar as dificuldades dos discentes. As dificuldades são de várias ordens: déficits de conteúdos básicos, falta de motivação, dificuldades do curso noturno, falta de condições financeiras dos discentes, e outras.
c) Técnicas de aprendizagem e o “aprender a aprender”. Os docentes devem dominar técnicas de aprendizagem. É preciso ter clareza do que é aprender, do que é “aprender a aprender” para melhor compreender o ato de ensinar. As técnicas devem incluir mais aulas no formato de tutoriais e estudos dirigidos ocorrendo em laboratórios com a supervisão de professores, tutores e monitores.

O discente deve ser mobilizado e sair do seu papel de receptor passivo, passando a pesquisar e consumir informação tornando-se um sujeito da aprendizagem. Nesse curso, o discente deve ser estimulado ao consumo das informações necessárias para o seu aprendizado ao mesmo tempo que se deve trabalhar para que o excesso de informação leve à dispersão. O que é fundamental para esse curso é a postura investigativa, o processo de construção de aprendizagem, as trocas, o diálogo entre várias áreas do conhecimento e os vários recursos de informação. 

8.2 Proposta pedagógica
O currículo do curso prevê várias possibilidades de ensino-aprendizagem:
 Revisão de conteúdos básicos - No contexto do curso ora proposto, e especialmente em função do significativo número de vagas oferecido (240 vagas para o primeiro semestre em 2013) seguramente atrairá discentes egressos de níveis de ensino diversos, esperando-se uma diversidade de todas as ordens no perfil dos alunos ingressantes (classe social, competências cognitivas, competências pessoais, competências formativas e competências contextuais). Portanto, o discente que não atingir certo índice de desempenho no processo seletivo, deverá passar por uma revisão de conteúdos da área das ciências, que será objeto ainda de normatização específica.
 Aulas presenciais em auditórios, para as grandes turmas, para os conteúdos expositivos.
 Aulas em salas de aula de laboratórios para o aprendizado específico e prático com turmas menores.
 Atividades Acadêmicas Específicas – Com carga horária mínima de 140 horas, essas atividades objetivam permitir ao discente do BTI exercitar-se no mundo profissional, através da realização de estágios não obrigatórios, e acadêmico, experimentando e vivenciando as oportunidades oferecidas através das áreas de ensino, pesquisa e extensão. Parte dessas atividades será oferecida objetivando a familiarização com as áreas e cursos que receberão egressos do BTI. As horas de atividades serão normatizadas pelo Colegiado de Curso.

O acompanhemento e avaliação do curso se dará mediante análise do PPC em reuniões periódicas realizadas pelo NDE e Colegiado, extensivo a participação dos demais docentes e discentes do curso.

Baixar Arquivo
SIGAA | Superintendência de Informática - (84) 3215-3148 | Copyright © 2006-2019 - UFRN - sigaa05-producao.info.ufrn.br.sigaa05-producao