PPGFST PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE Telefone/Ramal: (84) 3342-2002 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgfst

Banca de DEFESA: ANDERSON SANTANA DE MORAIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDERSON SANTANA DE MORAIS
DATA : 29/08/2022
HORA: 19:30
LOCAL: VIDEOCONFERÊNCIA
TÍTULO:

Oscilação ventilatória avaliada através do teste de esforço cardiopulmonar na insuficiência cardíaca.


PALAVRAS-CHAVES:

Dispersão ventilatória, insuficiência cardíaca, oscilação ventilatória


PÁGINAS: 43
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clinica complexa definida pela incapacidade do coração em gerar débito cardíaco. Além das alterações cardíacas, pacientes com IC apresentam alterações no controle ventilatório, como hiperventilação no repouso, durante o exercício ou durante o sono. A oscilação ventilatória (OV) é descrita como uma respiração periódica durante o exercício caracterizada com períodos de hipopneia e hiperpneia, sem interposição de apneia. É uma variável que pode ser encontrada durante o teste de esforço cardiopulmonar (TECP), onde pode aparecer como uma oscilação clínica do volume minuto (VE), com duração e amplitudes típicas, podendo ter diversas formas de apresentação, como a análise visual subjetiva através da avaliação de dois ou mais examinadores.  Recentemente foi criada uma medida objetiva e quantificável da OV, o índice de dispersão ventilatória (IDV), baseado num cálculo matemático levando em consideração a dispersão da ventilação ao longo do tempo do teste. OBJETIVO: Avaliar a oscilação ventilatória através do índice de dispersão ventilatória na insuficiência cardíaca durante o TECP. MATERIAL E MÉTODO: Trata-se de um estudo retrospectivo onde foram analisados os prontuários de pacientes com IC encaminhados para o serviço de Reabilitação Cardíaca do Hospital Universitário Onofre Lopes (CORE/HUOL/UFRN) submetidos ao TECP, no período de outubro de 2014 a junho de 2019. Foram incluídos os prontuários para análise os pacientes com IC diagnosticados pelo cardiologista, com classe funcional I, II e III segundo a New York Heart Association (NYHA) e com fração de ejeção reduzida e preservada. Os dados extraídos dos prontuários foram planilhados em tabela do Excel, com informações quanto: antropometria, carga da doença, carga medicamentosa, carga funcional, espirometria, ecocardiograma e dados do TECP. A identificação da OV foi feita por dois pesquisadores independentes e havendo concordância entre os mesmos, através de análise gráfica da VExTempo com filtro de 30 segundos, sendo positiva quando a amplitude da VE no exercício for maior que 15% da amplitude da VE no repouso e apresentar pelo menos 60% do tempo total de teste. Já o cálculo do IDV foi feito através de um cálculo matemático proposto anteriormente. A análise estatística foi feita Software Statistical Package for Social Science (SPSS – versão 20.0), inicialmente testada a normalidade dos dados (Kolmogorov-Smirnov (K-S) ou Shapiro-Wilk (S-W) testes); a estatística descritiva de variáveis paramétricas e não, apresentadas em média, desvio padrão, frequência, e quartis. Foi utilizada a curva ROC para analisar a capacidade do IDV para predizer a OV, por meio da área sob a curva (AUC). O teste de correlação de Pearson foi utilizado para analisar a relação entre o IDV e as variáveis da função pulmonar/TECP/estratificação de risco As hipóteses foram testadas com significância de 5%. RESULTADOS: Foram analisados dados  de 93 pacientes com IC, elegíveis ao estudo. A maioria da amostra foi masculina, não houve diferença significativa entre homens (n=65) e mulheres (n=28) para as variáveis de função ventilatória, FEVE e dispersão ventilatória. A média da idade no grupo foi de 50,8±14,2 anos, normopeso (média de IMC de 26,1±4,6), todos com insuficiência cardíaca e disfunção sistólica com fração ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE)  de 42,4±0,16%). I e II da NYHA foram as classes funcionais mais prevalentes. Na carga de doença, a HAS dominou em 66,3% seguida de diabetes (32,5%) e 12 pacientes apresentaram IAM prévio. Como carga medicamentosa, os pacientes faziam uso, principalmente, de anti-hipertensivos (85,7%) e betabloqueadores (80,5%). Quanto a carga funcional, a maioria dos pacientes eram sedentários (54,1%), e se enquadram com risco moderado (88,5%) após estratificação. A média da percepção de fadiga e dispneia relatada ao final do teste foi 14,2±3,4 e 14,8±3,3. A média do IDV analisada foi de 0,551±0,306. O IDV se associou moderada e positivamente (p<0,001) com volumes e capacidades medidos na espirometria. Observou-se ainda que o IDV associou-se positiva e moderadamente com as variáveis do TECP no repouso e pico de exercício, mostrando que quanto maior esses valores, maior o IDV. A associação da OV medida visualmente com o IDV apontou um cut-off point de 0,601 pelo índice de Younden no VDI, mostrando ter um bom poder discriminatório (p<0,001) para definir a dispersão ventilatória, com AUC de 0,84 (IC 0,75-0,93), especificidade de 63% e uma sensibilidade de 81%. CONCLUSÃO: O IDV é um método quantificável que mostra forte validade preditiva com a OV.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1149619 - SELMA SOUSA BRUNO
Externa ao Programa - 2646588 - JOCELINE CASSIA FEREZINI DE SA - UFRNExterna à Instituição - NICOLE SOARES OLIVER CRUZ - UNIESP
Notícia cadastrada em: 26/08/2022 17:55
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