Banca de QUALIFICAÇÃO: ROSA SA DE OLIVEIRA NETA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSA SA DE OLIVEIRA NETA
DATA : 22/09/2017
HORA: 08:00
LOCAL: FACISA
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL, FUNCIONALIDADE E FORÇA MUSCULAR EM IDOSAS COM E SEM DOR NOS JOELHOS DO MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ/RN


 

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave:Envelhecimento,Idosas,Estado Nutricional, Funcionalidade, Força Muscular.


PÁGINAS: 60
RESUMO:

Introdução: O Brasil passa por profundas mudanças na sua estrutura etária, a proporção de indivíduos acima de 60 anos vem aumentando aceleradamente. Em Santa Cruz/RN, aproximadamente, 11,7% da população encontra-se nesta faixa etária. Contudo, apesar do idoso exibir maior expectativa de vida, apresenta maior probabilidade de se expor às doenças crônicas, como as doenças osteoarticulares. Esse acelerado envelhecimento populacional exige preparação para as consequências sociais e econômicas que dele advêm e acarreta novos desafios sociais e de saúde pública global na população. Objetivo: Avaliar o estado nutricional, a funcionalidade e a força muscular de idosas com e sem dor nos joelhos. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado com idosas com e sem dor nos joelhos, moradoras do município de Santa Cruz/RN, que frequentam a clínica-escola de fisioterapia da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (FACISA-UFRN). A coleta dos dados ocorreu através da aplicação de um questionário padronizado, contendo informações de identificação, aspectos de saúde, dados antropométricos e de composição corporal (Índice de Massa Corporal, bioimpedância, dobras e circunferências corporais). Além disso, aplicou-se o questionário Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC), testes que avaliam a funcionalidade (Teste de caminhada de 6 minutos – TC6M - e Timed Up and Go -TUG) e a força muscular através da Força de Preensão Palmar (FPP). Para análise dos dados, utilizou-se o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0. Resultados: Participaram do estudo 100 idosas, sendo 49% com dor nos joelhos (sintomáticas) e 51% assintomáticas, com médias de idade de 67(±9,0) e 67(±8,0) anos p=0,527, respectivamente. O IMC médio foi de 30,7(±4,37) kg/m² nas idosas sintomáticas e assim como no grupo controle 29,3(±4,64) kg/m² p=0,125, indicando excesso de peso. As variáveis nutricionais que apresentaram diferenças significativas entre os grupos (p<0,05) foram os perímetros da cintura (PC) e do braço (PB) e a Razão Cintura Quadril (RCQ), sendo os maiores valores obtidos pelo grupo com dor nos joelhos. No que se refere às variáveis de funcionalidade, todas demonstraram diferenças significativas entre os grupos (p<0,05), sendo os piores resultados obtidos pelo grupo sintomático. Realizou-se a correlação entre as variáveis relacionadas ao estado nutricional das idosas sintomáticas e as relacionadas à funcionalidade. A correlação entre WOMAC e IMC, PC e RCQ mostraram-se não significativas, fracas e positivas. Ao correlacionarmos as variáveis nutricionais com o TC6M, verifica-se que entre TC6M e PC, Perímetro do Pescoço e RCQ foram fracas e negativas. Já a correlação entre TC6M e IMC, Massa Magra e % Gordura Corporal mostraram-se não significativas, fracas e positivas. As correlações entre TUG e IMC, PC e RCQ mostraram-se não significativas, fracas e positivas. A correlação entre massa magra e força da mão direita (r=0,070; p=0,627), e massa magra e força da mão esquerda (r=0,070; p=0,627) foram demonstradas como fracas, positivas e não significativas. Conclusão: As idosas com dor nos joelhos apresentaram excesso de peso e déficits funcionais quando comparadas ao grupo controle. Constatou-se que as idosas sintomáticas apresentaram maior escore WOMAC, indicando pior funcionalidade e maiores indicadores de excesso de peso (IMC, PC e RCQ), o mesmo aconteceu no teste TUG, indicador de quedas, pois quanto maior o tempo para a sua execução, maiores foram os valores dessas variáveis nutricionais. Observou-se, ainda, que quanto menores as circunferências da cintura, pescoço e razão cintura-quadril, maior a distância percorrida pelas idosas no teste de caminhada (TC6M). Já as idosas com maiores percentuais de massa magra elevada, apresentaram maior força muscular.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2218684 - MARCELO CARDOSO DE SOUZA
Interno - 3885543 - SAIONARA MARIA AIRES DA CAMARA
Externo ao Programa - 2882016 - LARISSA GRACE NOGUEIRA SERAFIM DE MELO
Notícia cadastrada em: 22/08/2017 15:57
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