A EQUIDADE NO TRABALHO EM SAÚDE NA PERSPECTIVA DE GESTORES DE UMA REGIÃO DE SAÚDE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Equidade. Gestão de Recursos Humanos em Saúde. Atenção Primária à Saúde. Determinantes Sociais da Saúde.
Introdução: A temática da equidade no trabalho é, atualmente, objeto de políticas públicas formuladas pelo Ministério da Saúde. Isso porque, no trabalho em saúde, observa-se uma realidade marcada por iniquidades de gênero, identidade de gênero, raça, etnia, sexualidade, e outras discriminações, sendo o campo da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde fundamental para o enfrentamento dessas desigualdades e promoção da equidade. Objetivo: Este estudo busca compreender a perspectiva de gestores do SUS de uma região de saúde do estado do Rio Grande do Norte acerca das influências das iniquidades no contexto do trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: O estudo caracteriza-se como uma pesquisa de caráter qualitativo, na qual foram realizadas entrevistas com 06 gestores da Atenção Primária à Saúde, entre os meses de fevereiro e março de 2026. A coleta de dados, ainda em andamento, está sendo realizada por meio da aplicação de questionários sociodemográficos e de um roteiro de entrevista semiestruturado. Após a organização dos dados em planilha do Microsoft Excel, a análise das informações sociodemográficas foi realizada por meio de estatística descritiva. A análise das entrevistas será realizada com o auxílio do software IRAMUTEQ, e os resultados serão interpretados com base nos referenciais teóricos que sustentam o tema em questão. Resultados preliminares: Os resultados desse estudo, ainda preliminares, com a participação de seis gestores, revelam predominância do gênero feminino e de profissionais autodeclarados brancos. A análise sociodemográfica indica a predominância de gestoras do gênero feminino e brancas. Observa-se equilíbrio entre graduação e pós-graduação, com destaque para a formação em enfermagem e para a qualificação stricto sensu em Saúde Coletiva. A experiência na gestão da APS concentra-se entre um e dois anos, indicando inserção recente na função. Predomina o vínculo comissionado, e a maioria dos participantes não possui experiência prévia na assistência na APS, embora já tenham atuado no SUS em outros contextos. Considerações: Compreender como os gestores da APS percebem e enfrentam as iniquidades em saúde no contexto do trabalho da APS, pode subsidiar a tomada de decisão e ampliar a efetividade das estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde.