INFLUÊNCIA DE ASPECTOS PSICOSSOCIAIS, QUALIDADE DO SONO E ATIVIDADE FÍSICA SOBRE O IMPACTO DA FIBROMIALGIA NA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES: ESTUDO TRANSVERSAL
Dor Crônica. Assistência Integral à Saúde. Mulheres. Transtornos do Sono-Vigília. Caminhada.
Introdução: A fibromialgia é uma condição caracterizada por dores difusas crônicas, acometendo cerca de 2% da população brasileira, com maior prevalência entre as mulheres. Tem caráter incapacitante, com manifestação de sintomas físicos e psicológicos, como dor, fadiga, hipersensibilidade, distúrbios do sono e sobrecarga do indivíduo. Objetivo: Analisar o impacto da fibromialgia na qualidade de vida em mulheres com fibromialgia a partir de fatores psicossociais, qualidade do sono e prática de atividade física. Métodos: Participaram do estudo 82 mulheres com fibromialgia, com idade entre 18 e 75 anos. A coleta de dados ocorreu entre março de 2024 e setembro de 2025 na Clínica Escola de Fisioterapia da FACISA/UFRN, sendo composta pela aplicação de um questionário sociodemográfico, do Questionário de Impacto sobre a Fibromialgia (QIF), da Escala de Autoeficácia da Dor Crônica (EADC), da Escala de Catastrofização da Dor (PCS) e do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), tendo duração média de 30 minutos. Os dados foram tabulados numa planilha eletrônica e, posteriormente, foram analisados utilizando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25. A análise descritiva considerou medidas de centro e dispersão para as variáveis quantitativas e frequências absolutas e relativas para as variáveis categóricas. Na análise inferencial, realizou-se uma análise de regressão linear múltipla com o objetivo de desenvolver um modelo para verificar quais componentes (autoeficácia, catastrofização, qualidade do sono e prática de atividade física) relacionam-se com o impacto da fibromialgia na qualidade de vida das participantes, sendo considerado o nível de significância de 5%. Resultados Preliminares: As variáveis apresentaram significância estatística como preditoras do impacto da qualidade de vida em mulheres – autoeficácia da dor crônica (β: -0,236); catastrofização da dor (β: 0,396); qualidade do sono (β: 0,181) e prática de atividade física (β: -0,273). O modelo de regressão linear múltipla apresentou um R² de 0,559, com medidas de ajuste satisfatórias, indicando ausência de multicolinearidade. Considerações Finais: A compreensão da influência multifatorial da condição sobre o impacto da mesma na qualidade de vida pode favorecer a formulação de estratégias de manejo que auxiliem o cuidado às pessoas com fibromialgia.