Banca de QUALIFICAÇÃO: LUANA VITÓRIA DA COSTA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUANA VITÓRIA DA COSTA SILVA
DATA : 27/02/2026
HORA: 16:00
LOCAL: MORTALIDADE MATERNA PRECOCE E TARDIA NO BRASIL: ANÁLISE TEMPORAL E ESPACIAL, 2012–2024
TÍTULO:

MORTALIDADE MATERNA PRECOCE E TARDIA NO BRASIL: ANÁLISE TEMPORAL E ESPACIAL, 2012–2024


PALAVRAS-CHAVES:

Mortalidade Materna. Sistemas de Informação em Saúde. Período Pós-Parto.


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Introdução: A mortalidade materna permanece como importante indicador das condições de saúde e da qualidade da atenção obstétrica. Os óbitos maternos são classificados como precoces quando ocorrem durante a gestação ou até 42 dias após o seu término, e como tardios quando registrados entre 43 dias e menos de um ano após o fim da gestação, excluindo-se as causas externas. A análise diferenciada desses períodos possibilita compreender vulnerabilidades específicas do ciclo gravídico-puerperal. Objetivo: Analisar a tendência temporal e o padrão espacial das taxas de mortalidade materna precoce e da mortalidade materna tardia, no período de 2012 a 2024. Metodologia: Trata-se de dissertação em formato coletânea composta por dois estudos ecológicos de base populacional. O primeiro consiste em análise de série temporal das razões de mortalidade materna precoce e tardia em mulheres de 10 a 49 anos, utilizando dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos. A tendência foi estimada por regressão Joinpoint, com cálculo da Variação Percentual Anual (APC), Variação Percentual Anual Média (AAPC) e intervalos de confiança de 95%. Variáveis sociodemográficas e assistenciais também foram analisadas. O segundo estudo, em desenvolvimento, examina a distribuição espacial das taxas no Brasil. Resultados Preliminares: Na análise de tendência temporal identificou-se a ocorrência de 15.482 óbitos maternos no Brasil, sendo 13.011 óbitos precoces (84,1% ) e 2.471 tardios (15,9%). Na análise temporal dos óbitos precoces foram identificadas tendências de crescentes nas unidades federativas do Amapá (AAPC = 7,66%; IC95%: 0,96–14,8), Rio Grande do Norte (AAPC = 6,45%; IC95%: 2,26–10,81) e Santa Catarina (AAPC = 6,72%; IC95%: 0,04–13,83). Para os óbitos tardios, verificaram-se tendências crescentes no Pará (APC= 15,13 IC95% 4,9/26,3), Ceará (APC=15,95 IC95% 2,0/31,7), Rio de Janeiro (APC= 7,9 IC95% 5,5/10,3) e São Paulo (APC= 15,5 IC95% 6,2/25,6). Predominaram óbitos entre mulheres de 30 a 39 anos, com 8 a 11 anos de escolaridade, solteiras e pardas. A maioria ocorreu em ambiente hospitalar, especialmente entre os óbitos precoces. Observou-se elevada proporção de casos investigados em ambos os grupos. Considerações finais do trabalho: Os resultados evidenciam heterogeneidade regional e tendências crescentes em unidades federativas específicas, indicando fragilidades na atenção obstétrica e no acompanhamento do puerpério, inclusive após os 42 dias pós-parto. A continuidade da análise espacial permitirá aprofundar a compreensão das desigualdades territoriais associadas à mortalidade materna precoce e tardia no país.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2507055 - CRISTIANE DA SILVA RAMOS MARINHO
Interno - 3359142 - MERCIO GABRIEL DE ARAUJO
Externa ao Programa - 1774309 - JANMILLI DA COSTA DANTAS SANTIAGO - UFRN
Notícia cadastrada em: 20/02/2026 12:44
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