Banca de QUALIFICAÇÃO: CLEITHIANO CANDIDO DE FREITAS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLEITHIANO CANDIDO DE FREITAS
DATA : 17/12/2025
HORA: 10:00
LOCAL: MEET
TÍTULO:

CAMINHOS PARA A PRODUÇÃO DA EQUIDADE ENTRE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (ACS) E AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS (ACE)


PALAVRAS-CHAVES:

Agentes Comunitários de Saúde. Promoção da Saúde. Equidade em Saúde.Educação em Saúde. Pessoal de Saúde.


PÁGINAS: 57
RESUMO:

As iniquidades no trabalho em saúde configuram um importante desafio no cenário brasileiro, que afetam o cotidiano dos profissionais, incluindo aqueles que estão na linha de frente, na contramão disso, o presente estudo analisa como as iniquidades estruturais atravessam o cotidiano dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), buscando compreender a produção de equidade no trabalho a partir das experiências desses profissionais.O objetivo geral deste estudo é compreender como a equidade é produzida no contexto do trabalho em saúde. Para isso, foram definidos os seguintes objetivos específicos: mapear as formas de iniquidade relatadas pelos participantes; analisar as estratégias de enfrentamento utilizadas, bem como suas percepções sobre eficácia e limitações estruturais; e avaliar de que maneira a educação permanente contribui para a produção de equidade no trabalho em saúde realizado por ACS e ACE. A metodologia adotada neste estudo baseou-se em uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e com caráter participativo. A coleta de dados foi realizada por meio de uma oficina e de um grupo focal. A análise das informações seguiu a técnica de Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Participaram da oficina 16 trabalhadores, enquanto o grupo focal contou com a presença de 11 profissionais, entre ACS e ACE em ambos os encontros. Os resultados serão apresentados e analisados em dois artigos. No primeiro artigo observa-se a recorrência de iniquidades relacionadas à raça, gênero, orientação sexual, classe social, e religião, com impactos emocionais, profissionais e sociais, além de relatos de resiliência e apoio coletivo. No segundo artigo é percebido que os processos formativos ampliaram a consciência crítica, fortaleceram a comunicação, estimularam a intervenção diante de injustiças, favoreceram a identificação de iniquidades no cotidiano e reforçaram o sentimento de pertencimento profissional. Integrados, os resultados demonstram que as iniquidades estruturais permanecem como desafios centrais para os agentes, enquanto a Educação Permanente em Saúde surge como ferramenta capaz de promover reflexão, transformar práticas, fortalecer identidades e ampliar a capacidade coletiva de produzir equidade no trabalho em saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1231563 - ANA KALLINY DE SOUSA SEVERO
Interno - 1119740 - MAURICIO WIERING PINTO TELLES
Externa ao Programa - 1753047 - MARIANA DE SIQUEIRA - UFRN
Notícia cadastrada em: 08/12/2025 16:27
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