Banca de DEFESA: LETICIA LUANA CLAUDINO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LETICIA LUANA CLAUDINO DA SILVA
DATA : 06/11/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala 2 do NESC/UFRN - Campus Natal
TÍTULO:

EQUIDADE NO TRABALHO EM SAÚDE: UM OLHAR INTERSECCIONAL SOBRE A REALIDADE DE AGENTES DE SAÚDE DE UM MUNICÍPIO DO NORDESTE BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Equidade em Saúde. Interseccionalidade. Agentes Comunitários de Saúde. Processo de Trabalho em Saúde.


PÁGINAS: 86
RESUMO:

Introdução: A equidade em saúde constitui um dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo condição essencial para a efetivação do direito universal à saúde e para a consolidação da justiça social. Garantir condições equitativas no SUS não se restringe à organização institucional, mas representa também um compromisso político e ético com a justiça social. Compreender como as desigualdades se manifestam nas práticas cotidianas dos profissionais de saúde, especialmente daqueles que atuam na linha de frente do cuidado, é essencial para a consolidação de um sistema mais justo e humanizado. Objetivos: Este estudo teve como objetivo analisar, a partir de uma perspectiva interseccional, as percepções de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) de um município do Nordeste brasileiro sobre as iniquidades vivenciadas no cotidiano de trabalho. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter exploratório, desenvolvida com 15 participantes. A população deste estudo é composta por agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias do SUS de um município do Nordeste brasileiro. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas e processados no software IRAMUTEQ, sendo analisados segundo a técnica de Análise de Conteúdo de Bardin. A interpretação dos resultados considerou o referencial teórico da interseccionalidade e o conceito de equidade em saúde.. Resultados Os resultados evidenciaram que as experiências de desigualdade se interseccionam por meio de marcadores sociais como gênero, raça, classe, idade e sexualidade, revelando que as iniquidades ultrapassam o campo do cuidado aos usuários e afetam também os trabalhadores da saúde. As categorias temáticas emergidas abordaram o desrespeito às identidades e à diversidade, as barreiras institucionais e territoriais no acesso ao cuidado, a precarização das condições de trabalho e a sobrecarga emocional, especialmente entre as mulheres. Verificou-se ainda que a naturalização dessas desigualdades compromete a vivência plena do princípio da equidade no SUS. Considerações finais: Promover a equidade no trabalho em saúde requer reconhecer e enfrentar as múltiplas dimensões das desigualdades estruturais que atravessam o cotidiano dos agentes de saúde. Constatou-se que as fragilidades das políticas de gestão do trabalho e da educação na saúde agravam essas desigualdades, limitando oportunidades de formação, reconhecimento e a necessidade de promoção de ambientes de trabalho saudáveis. A interseccionalidade mostrou-se um referencial potente para a compreensão das camadas invisíveis de desigualdade que atravessam o trabalho em saúde e, ao mesmo tempo, para apontar caminhos de transformação. Ressalta-se a importância do fortalecimento de políticas públicas e educação permanente, como estratégias em busca de um trabalho em saúde mais equitativo e humanizado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1119740 - MAURICIO WIERING PINTO TELLES
Interna - 1242804 - ADRIANA GOMES MAGALHAES
Interno - 3474916 - JOSE JAILSON DE ALMEIDA JUNIOR
Externa à Instituição - ERIKA RODRIGUES DE ALMEIDA - MS
Notícia cadastrada em: 10/10/2025 16:11
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