UMA ANÁLISE DO ESTRESSE OCUPACIONAL E SEUS FATORES ASSOCIADOS EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUE ATUAM EM LOCAL DE RECURSOS LIMITADOS: UM ESTUDO NO INTERIOR PARAIBANO.
Equipe de enfermagem. Estresse ocupacional. Condição de trabalho. Saúde do trabalhador. Saúde Mental.
Introdução: A Saúde do Trabalhador abrange um conjunto de medidas para proteger os trabalhadores dos riscos presentes em seus ambientes laborais, nos últimos anos, o estresse ocupacional emergiu como um fenômeno relevante, esse tipo de estresse está associado a reações físicas e mentais desencadeadas pelas demandas e circunstâncias do ambiente de trabalho, podendo levar a uma série de problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos, nesse contexto os profissões como a enfermagem são particularmente suscetíveis ao estresse ocupacional devido à natureza exigente e emocionalmente desafiadora do trabalho. Objetivos: Analisar o estresse ocupacional e os fatores associados em profissionais da enfermagem que atuam em locais de recursos limitados no interior da Paraíba. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem quantitativa, realizado na Unidade Básica de Saúde Pedro Vieira, de Sossego na Paraíba, a população-alvo compreende 20 profissionais de enfermagem, com amostra mínima de 19 participantes, para a coleta de dados utilizou-se a Escala de Estresse do Enfermeiro (EBS) contendo 51 itens, aplicada presencialmente e a análise será estatística pelo Excel, com apresentação de resultados em tabelas. Resultados preliminares: O estudo foi realizado com 19 profissionais, com predominância do sexo feminino, a maioria dos enfermeiros tem entre 31 e 40 anos e até 5 anos de formação, enquanto os técnicos estão distribuídos em diversas faixas etárias, sem grande tempo de experiência na unidade. Os resultados indicam que a maior parte das atividades avaliadas geram pouco ou médio estresse para os profissionais, relações com outras unidades, farmácia e almoxarifado apresentam níveis variados de estresse, enquanto atividades burocráticas e execução de tarefas em tempo reduzido são consideradas as mais estressantes, na assistência ao paciente, as atividades foram vistas como pouco estressantes, mas situações críticas, como emergências e lidar com a morte, geraram maior estresse. Considerações finais: O estudo revela que a maioria dos profissionais estudados são mulheres, com idade predominante entre 31 e 40 anos e tempo de formação entre 2 e 5 anos. Quanto ao estresse, atividades burocráticas e realização de tarefas com tempo limitado foram as mais desgastantes, a assistência ao paciente foi classificada majoritariamente como pouco ou medianamente estressante. No geral, o estresse no ambiente de trabalho é moderado.