CUIDADO INTEGRAL ÀS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA: DESENVOLVIMENTO DE UMA INTERVENÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
Violência contra a Mulher. Atenção Primária à Saúde. Capacitação Profissional. Educação Permanente em Saúde.
INTRODUÇÃO: Este estudo aborda a violência contra a mulher como um problema de saúde pública, com foco na atuação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e os desafios que inviabilizam a garantia de uma assistência integral à mulher em situação de violência na saúde. OBJETIVO: Analisar a repercussão de uma oficina de Educação Permanente em Saúde (EPS) para profissionais da APS acerca da violência contra a mulher. METODOLOGIA: Trata-se de estudo exploratório e descritivo do tipo metodológico, voltado à criação e realização de uma oficina de educação permanente para profissionais da saúde sobre a violência contra mulheres na APS em Assú/RN. As atividades formativas ocorreram entre 8 e 29 de outubro de 2024, conduzidas pela autora do estudo. Para avaliar as repercussões da oficina, utilizou-se um instrumento construído a partir do documento “Orientações para monitoramento e avaliação de ações da política de educação permanente” publicado em 2022, pelo Ministério da Saúde. Para organização e sistematização, os dados foram tabulados em planilhas no Microsoft Excel 2013. Complementarmente, recorreu-se ao diário de campo da pesquisadora para análise qualitativa. O material registrou percepções, interações, dificuldades e aspectos subjetivos do processo e foi analisado à luz do referencial da EPS. O estudo foi aprovado pelo CEP-HUOL/UFRN conforme o parecer n° 7.059.963. RESULTADOS E DISCUSSÃO: 13 profissionais da APS do município de Assú/RN participaram das atividades, todas do gênero feminino. A maioria das participantes tinha até 30 anos e exercia a função de enfermeira. Em meio a isso, evidenciou-se que os indicadores: Satisfação e Desempenho, avaliados nas dimensões “Avaliação da percepção da ação educativa” e “Avaliação de aprendizagem”, respectivamente, apresentaram resultados positivos. Além disso, foram identificadas dificuldades na implementação da oficina, destacando-se o período de transição entre gestões e a baixa participação dos profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A oficina possibilitou às profissionais da APS elaborar fluxogramas para a atuação junto a mulheres em situação de violência, fortalecendo as ações no município. Entretanto, persistem desafios estruturais, como a centralização do cuidado na assistência social e a fragilidade na articulação da rede de atenção à saúde (RAS).