Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ ROBERTO CABRAL

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOSÉ ROBERTO CABRAL
DATA : 07/05/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Remoto
TÍTULO:

AUTOAVALIAÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE DE PESSOAS IDOSAS NO BRASIL SOB A PERSPECTIVA DA INTERSECÇÃO ENTRE RAÇA E GÊNERO


PALAVRAS-CHAVES:

Envelhecimento. Determinantes Sociais da Saúde. Grupos Raciais. Interseccionalidade. Qualidade de Vida


PÁGINAS: 83
RESUMO:

Introdução: O envelhecimento populacional no Brasil constitui fenômeno demográfico crescente, decorrente da redução da fecundidade, da mortalidade e do aumento da expectativa de vida, configurando novos desafios às políticas públicas de saúde, assistência social e previdência. Embora seja processo natural e heterogêneo, o envelhecimento é fortemente condicionado por determinantes sociais, destacando-se desigualdades estruturais relacionadas à raça e ao gênero. Evidências indicam que mulheres, especialmente mulheres negras, vivenciam maiores vulnerabilidades na velhice. Nesse contexto, a interseccionalidade apresenta-se como perspectiva analítica relevante para compreender como esses marcadores sociais produzem iniquidades em saúde. Objetivo: analisar a autoavaliação do estado de saúde da população idosa no Brasil sob a perspectiva da intersecção entre raça e gênero. Metodologia: Trata-se de estudo transversal de base populacional, com dados do Vigitel dos anos de 2011, 2015, 2019 e 2023, abrangendo idosos (≥60 anos) das capitais brasileiras e do Distrito Federal. A variável dependente foi a autoavaliação positiva de saúde. As principais variáveis independentes foram raça/cor e gênero, combinadas em grupos interseccionais. Estimaram-se prevalências e razões de prevalência por regressão de Poisson, além de medidas de desigualdade (SII, RII, RAP e FAP), considerando pesos amostrais e nível de significância de 5%. Resultados:A prevalência de autoavaliação positiva da saúde entre idosos brasileiros manteve-se relativamente estável no período analisado, variando de 51,08% em 2011 a 56,47% em 2019, com leve redução em 2023 (54,72%). Observou-se maior prevalência entre homens, indivíduos mais jovens, de cor/raça branca, com maior escolaridade, sem doenças crônicas e com plano de saúde. A presença de doenças crônicas apresentou a associação mais expressiva, evidenciando gradiente dose–resposta. Menor escolaridade e ausência de plano de saúde também estiveram associadas à pior autoavaliação da saúde. Na análise intercategórica de gênero e raça, verificou-se menor prevalência entre mulheres negras, resultado que se manteve na análise multivariada, independentemente das demais variáveis. Conclusão:A autoavaliação positiva da saúde entre idosos no Brasil manteve-se estável, porém marcada por desigualdades interseccionais. Embora melhores condições socioeconômicas, escolaridade e acesso aos serviços favoreçam essa percepção, esses efeitos não são equitativos. Mulheres negras apresentaram as menores prevalências, evidenciando a sobreposição de desvantagens de raça e gênero.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2305247 - ISABELLE RIBEIRO BARBOSA MIRABAL
Interna - 4113406 - HELLYDA DE SOUZA BEZERRA
Externa à Instituição - TALITA ARAUJO DE SOUZA - UFPE
Notícia cadastrada em: 13/04/2026 18:49
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