DIVIDENDOS, SENTIMENTO DO INVESTIDOR E SUA INTERAÇÃO COM O RISCO IDIOSSINCRÁTICO E OS RETORNOS ESPERADOS: UMA ANÁLISE NO CONTEXTO BRASILEIRO.
Sentimento do investidor; Risco idiossincrático; Retornos esperados.
A pesquisa investiga como os dividendos e o sentimento do investidor influenciam a relação entre o risco idiossincrático e os retornos esperados no mercado acionário brasileiro entre 2010 e 2024. Embora seja relevante na percepção de valor pelos investidores, os dividendos apresentam comportamentos que desafiam a teoria tradicional conforme Black (1976). Ao mesmo tempo, o risco idiossincrático, apesar de não ser considerado pelo CAPM, pode afetar os retornos esperados em mercados com informações incompletas. Adicionado a isso, o sentimento do investidor parte da influência de fatores psicológicos, macroeconômicos e emocionais, o que tende a afetar o comportamento de compra e venda de ativos. A pesquisa utiliza dados de empresas listadas na B³, excluindo instituições financeiras e ações com preços inferior a R$5,00, totalizando 151 empresas, classificadas em pagadoras e não pagadoras de dividendos. O índice de confiança do consumidor (ICC) é adotado como proxy para o sentimento do investidor. A volatilidade idiossincrática (IVOL) é estimada pelo modelo de Fama-French (1993) aplicado em série temporal, enquanto os retornos esperados são analisados por meio das regressões de Fama-MacBeth (1973). Modelos adicionais incluem o sentimento do investidor e uma interação entre IVOL e sentimento, permitindo avaliar se períodos de otimismo e pessimismo alteram essa relação. O estudo contribui ao compreender como características da política de dividendos e fatores comportamentais influencia o risco e o retorno no mercado de ações brasileiro, principalmente em períodos marcados por crises econômicas, instabilidade política e eventos como a pandemia da COVID-19. Os resultados buscam fornecer implicações teóricas e práticas para ampliar a compreensão dos mecanismos que afetam a precificação dos ativos no Brasil.