SALA DE AULA INVERTIDA: PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA UFRN, A LUZ DA TEORIA DA AUTODETERMINAÇÃO.
metodologia ativa; ensino superior; sala de aula invertida; teoria da autodeterminação.
As metodologias ativas de ensino vêm se destacando no ambiente de ensino por promoverem maior participação do estudante em sua aprendizagem, estimulando o desenvolvimento de habilidades como senso crítico, raciocínio lógico e resolução de problemas. Dentre elas, destaca-se a sala de aula invertida, que contribui para o protagonismo do aluno. Assim, esse estudo tem como objetivo analisar a percepção dos estudantes de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande do Norte sobre o processo de aprendizagem na disciplina de Prática Empresarial I, considerando suas experiências nos modelos de ensino expositivo e invertido, à luz da Teoria da Autodeterminação. A pesquisa se caracteriza como descritiva e possui abordagem qualitativa. A amostra desse estudo são 22 estudantes da disciplina Prática Empresarial I, no período de 2023.1 a 2024.1. Salienta-se que a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa responsável. A coleta de dados foi realizada por meio do grupo focal, com entrevistas semiestruturadas, dividindo os alunos que tiveram acesso a metodologias tradicionais e a sala de aula invertida. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo de Bardin, composto por três fases: pré análise, exploração do material, e tratamento dos resultados. Os dados
foram codificados e categorizados com o uso do ATLAS TI, em que se encontrou nove grupos de códigos: expositivo; invertido; ambiente autodeterminado: método invertido; ambiente autodeterminado: método expositivo; desafios da sala de aula invertida; desafios do método expositivo; dificuldades na disciplina; motivação para cursar a disciplina método invertido e método expositivo. Os alunos que participaram do método ativo destacaram a flexibilidade de horário para concluir suas atividades, a facilidade com o uso dos vídeos para entende o conteúdo ministrado, e uma boa interação com o professor. Entretanto, como fatores críticos, evidenciou-se a falta de gerenciamento de tempo, deixando as atividades para última hora e a falta de motivação em alguns alunos, sendo as atividades vistas somente como obrigação. No método expositivo, os dados indicaram que não houve favorecimento da autonomia e o engajamento ativo, devido a condução rígida das aulas e a pouca liberdade para organizar os próprios estudos. Por fim, os resultados mostraram que tanto no método expositivo quanto no invertido, os alunos enfrentaram dificuldades técnicas e cognitivas. Dessa maneira, no método tradicional houve relatos frequentes de que as tarefas eram executadas mecanicamente, com foco na entrega, e não necessariamente no entendimento do processo contábil. Já no método ativo, embora o formato tivesse potencial para reforçar competências, especialmente com os vídeos e atividades práticas, as limitações como visualização e áudio baixo, prejudicou seu desenvolvimento.