O EFEITO MODERADOR DA CULTURA NACIONAL NA RELAÇÃO ENTRE ESG E CUSTO DE CAPITAL: EVIDÊNCIAS NOS PAÍSES DO BRICS
ESG; Custo de capital; Cultura nacional; BRICS.
Este estudo busca analisar como a cultura nacional modera a relação entre práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e o custo de capital das empresas nos países do BRICS, considerando que valores culturais influenciam a percepção de risco e a legitimidade das ações corporativas. A pesquisa fundamenta-se na Teoria dos Stakeholders e no modelo cultural de Hofstede, considerando que dimensões como distância do poder, individualismo versus coletivismo, masculinidade versus feminilidade, aversão à incerteza, orientação de longo prazo versus curto prazo e indulgência versus restrição podem intensificar ou enfraquecer o impacto das práticas ESG sobre o risco percebido pelos investidores, integrando literatura sobre ESG e custo de capital para sustentar a formulação das hipóteses. A amostra abrangerá empresas não financeiras de Brasil, Rússia, China e África do Sul, com dados de 2015 a 2024 extraídos da base Refinitiv Eikon®. A metodologia utilizará regressões com dados em painel, incluindo Pooled OLS, Efeitos Fixos e Efeitos Aleatórios, além de testes de Chow, Breusch–Pagan e Hausman para definição do modelo adequado e aplicação de erros-padrão robustos. O estudo busca identificar se as dimensões culturais intensificam ou reduzem o impacto das práticas ESG sobre o custo de capital, contribuindo para compreender diferenças entre contextos institucionais dos países analisados.