Banca de QUALIFICAÇÃO: TERESA REGIA ARAUJO DE MEDEIROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TERESA REGIA ARAUJO DE MEDEIROS
DATA : 01/09/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Sala virtual - Google Meet
TÍTULO:

Meu Corpo, Seu Corpo, Nossos Corpos: Artes Indígenas e Relações Étnico-Raciais na Educação Infantil.


PALAVRAS-CHAVES:

Educação Infantil; artes indígenas; interculturalidade; relações étnico-raciais; pesquisa- ação.

 


PÁGINAS: 180
RESUMO:

Esta dissertação investiga como experiências com artes e saberes indígenas na Educação Infantil favorecem atitudes positivas nas relações étnico-raciais. Realizei uma pesquisa-ação com inspiração etnográfica e narrativa em uma turma de 22 crianças de 4 a 5 anos do NEI-CAp/UFRN ao longo de 2024. Propusemos sequências abertas articulando apreciação, contextualização e fazer: contações de histórias com ênfase em autorias indígenas, pintura corporal e grafismos, modelagem em barro, confecção de maracás e paus de chuva, danças de Toré, visitas a aldeias e a espaços culturais, além de oficinas com convidados. O referencial mobiliza Vygotsky sobre mediação e unidade entre afeto e intelecto, Ana Mae Barbosa sobre o triângulo didático, Jorge Larrosa sobre experiência, Vera Maria Candau sobre interculturalidade e Boaventura de Sousa Santos sobre ecologia de saberes, em diálogo com Ailton Krenak, Daniel Munduruku e Sandra Benites, bem como com contribuições de David Le Breton e Teresinha Petrúcia Nóbrega sobre corporeidade e estesia. Os dados incluíram falas das crianças, registros de campo, fotografias e produções, analisados por descrição densa e análise temática. Os resultados indicam um deslocamento do estereótipo do “índio genérico” para o reconhecimento de povos indígenas contemporâneos também urbanos; ampliação do repertório simbólico com apropriação de vocábulos em tupi-guarani e sentidos dos grafismos; aprendizagens corporificadas com maior precisão e autoria no traço, especialmente nos maracás; e a emergência de atitudes empáticas e antirracistas, como respeito a rituais, compreensão da centralidade do território e proposições das crianças para apoiar as lutas indígenas. Concluo que a arte, vivida como mediação estética e intercultural, é potente para efetivar a Lei 11.645/08 na Educação Infantil e para formar sensibilidades que promovam relações étnico-raciais mais justas desde os primeiros anos.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GILVANIA MAURICIO DIAS DE PONTES
Interna - 2432915 - MARISTELA DE OLIVEIRA MOSCA
Presidente - 2141640 - RENATA VIANA DE BARROS THOME
Notícia cadastrada em: 22/08/2025 13:32
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