A VISUALIDADE NA ARTE AFRO-BRASILEIRA: A CONSTRUCAO DE PORTFOLIO A/R/TOGRAFICO ENQUANTO FERRAMENTA DIDATICA
Ensino de Artes Visuais; Lei 10.639/2003; Arte afro-brasileira; A/r/tografia.
Na linha de pesquisa da abordagem teórico-metodológicas das práticas docentes, apresenta-se esta proposta que se intitula como “A visualidade na Arte afro-brasileira: a construção de portfólio a/r/tográfico enquanto ferramenta didática” em uma perspectiva de Pesquisa Educacional Baseada em Arte – PEBA, a a/r/tografia, uma metodologia voltada à educação com foco nas artes e que considera os sentidos e a criatividade durante seu processo de pesquisa. (DIAS; IRWIN, 2023). Nesse caso, trata-se do objetivo geral, analisar a intervenção do ensino da visualidade na Arte afro-brasileira a partir da construção de portfólio a/r/tográfico enquanto ferramenta didática, aplicada aos estudantes do 8o e 9o anos finas do Ensino Fundamental nas aulas de Artes Visuais da Escola Municipal Francisco Quinino de Medeiros no município de Ipueira/RN. O problema surgiu da necessidade de elaborar estratégias significativas para os alunos no ensino sobre Arte afro-brasileira. Então, das observações realizadas, especialmente sobre a implementação da matriz africana no currículo a partir da abordagem sobre a Lei 10.639/2003, questionou-se: a ideia de aplicação de oficinas pedagógicas, enquanto alternativa à pedagogia tradicional é uma ferramenta que proporciona diálogo, reflexão e conhecimento a partir de um tema atual e relevante, como é o caso da Arte afro- brasileira? A utilização do portfólio na sistematização dos conceitos trabalhados sobre Arte afro- brasileira apresenta potencial para se classificar como uma ferramenta didática promotora da aprendizagem significativa? Que benefícios significativos oferece a construção do portfólio a/r/tográfico para alunos, professores e para o processo de aprendizagem como um todo? Para conseguirmos fundamentar os desafios encontrados neste processo, analisamos os pensamentos de autores como: Morin (1999); Vianna (2006); Azevedo Júnior (2007); Barbosa (2000); Duarte Junior (1991); Salum (2000); Bispo (2012); Conduru (2007 outros pesquisadores que contribuíram para o estudo da arte e, também, referenciais da Lei 10.639/03 (BRASIL, 2003). Assim, uma proposta pedagógica foi elaborada buscando oportunizar os estudantes a vivenciar experiencias concretas e significativas sobre a Arte afro-brasileira apoiada nos elementos da linguagem visual e estruturada a partir do tripé: sentir, pensar e agir. Uma ação própria da dinâmica de pesquisa-ação em que a abordagem é “realizada em um espaço de interlocução onde os atores implicados participam na resolução dos problemas, com conhecimentos diferenciados, propondo soluções e aprendendo na ação.” (THIOLLENT, 2002, p.4). Um processo dinâmico a culminar com a organização de uma publicação final, um produto didático baseado nas experiências vivenciadas a disposição para outros educadores. Contudo, acredita-se que essa abordagem é uma verdadeira jornada pedagogicamente visual, que integra os estudantes de maneira criativa e abrangente, fomentando a exploração, o pensamento crítico e a expressão artística sob as nuances da africanidade.