NANOPARTÍCULAS DE PRATA SINTETIZADAS POR MÉTODO VERDE A PARTIR DE MOMORDICA CHARANTIA E SEUS PERFIS ANTIOXIDANTES E CITOTÓXICOS
Nanopartículas de Prata, Momordica charantia, Síntese Verde, Atividade Antioxidante, Citotoxicidade.
A nanotecnologia emergiu como uma ferramenta estratégica nas ciências farmacêuticas devido ao seu potencial para aprimorar a administração de fármacos, melhorar a biodisponibilidade e expandir as aplicações terapêuticas. A síntese verde de nanopartículas metálicas utilizando extratos vegetais representa uma alternativa sustentável, de baixa toxicidade e custo-efetiva aos métodos químicos convencionais. Neste estudo, nanopartículas de prata (AgNPs) foram biossintetizadas utilizando o extrato aquoso de Momordica charantia, uma planta medicinal rica em compostos fenólicos e tradicionalmente utilizada por suas propriedades antioxidantes e farmacológicas. A síntese das nanopartículas foi confirmada por espectroscopia UV-Vis, que revelou um pico de ressonância plasmônica de superfície em 495 nm. A caracterização por AFM, MEV e DLS mostrou nanoestruturas variando de 24 a 34 nm, demonstrando a redução eficaz dos íons Ag⁺ e a formação de nanopartículas estáveis. Ensaios antioxidantes, incluindo quelação de cobre e ferro, sequestro de DPPH, capacidade antioxidante total (CAT) e inibição de radicais hidroxila, demonstraram atividade dependente da concentração, com o sequestro de DPPH atingindo 96,56% e a quelação de metais ultrapassando 80% em concentrações mais elevadas. A avaliação da citotoxicidade utilizando o ensaio MTT em células de fibroblastos 3T3 não indicou efeitos tóxicos, com a viabilidade celular permanecendo acima de 100% na maior concentração testada. Esses resultados sugerem que as nanopartículas de prata (AgNPs) biossintetizadas a partir de M. charantia possuem forte capacidade antioxidante e alta biocompatibilidade, o que corrobora seu potencial para aplicação em formulações farmacêuticas e biomédicas.