Banca de QUALIFICAÇÃO: ANNY CRISTINE DE ARAUJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANNY CRISTINE DE ARAUJO
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

INSTABILIDADE GENÔMICA NA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE: ASSOCIAÇÕES COM RISCO GESTACIONAL, GRAVIDADE CLÍNICA E DEFICIÊNCIA DE VITAMINA E


PALAVRAS-CHAVES:

Vitamina E; Antioxidantes; Gestante; Micronúcleos; Pré-Eclâmpsia


PÁGINAS: 26
RESUMO:

Introdução: A gestação envolve adaptações fisiológicas que podem intensificar o estresse oxidativo e a instabilidade genômica, particularmente na pré-eclâmpsia. Biomarcadores citogenéticos avaliados pelo ensaio CBMN permitem a mensuração desses danos, porém a integração entre risco gestacional, gravidade clínica e fatores nutricionais ainda é pouco explorada. Objetivos: Avaliar a associação entre o risco gestacional estimado no início da gravidez, a gravidade clínica da pré-eclâmpsia no terceiro trimestre e a instabilidade genômica materna, considerando parâmetros clínicos, antropométricos e nutricionais, com ênfase na vitamina E. Resultados: Foram avaliadas 62 gestantes com pré-eclâmpsia grave, com idade gestacional mediana de 32,6 semanas (IC95%: 31,7–33,2) e níveis pressóricos elevados [PAS: 162,0 mmHg; PAD: 101,0 mmHg]. A concentração sérica de vitamina E apresentou mediana de 4,32 µmol/L (3,52–5,87), classificando 100% das participantes como deficientes, enquanto a ingestão dietética apresentou mediana de 5,90 mg/dia (5,48–6,88), com inadequação em aproximadamente 61%. Entre os biomarcadores citogenéticos, os brotos nucleares foram os mais prevalentes [16‰ (13,8–18,5)], seguidos por micronúcleos [12‰ (12,7–16,8)] e pontes nucleoplasmáticas [10‰ (10,3–15,6)]. A pressão arterial diastólica correlacionou-se positivamente com a frequência total de alterações nucleares (r=0,362; p=0,007) e com pontes nucleoplasmáticas (r=0,325; p=0,015), mantendo associação independente nos modelos ajustados (β=0,343; p=0,020). A frequência de brotos nucleares foi significativamente maior nos quadros clínicos mais graves, independentemente do risco gestacional previamente atribuído (p<0,05). Conclusão: A instabilidade genômica materna na pré-eclâmpsia associa-se principalmente à elevação da pressão arterial diastólica, ao ganho de peso gestacional e à deficiência de vitamina E. Os brotos nucleares destacam-se como um biomarcador sensível à gravidade clínica da doença, reforçando o papel do estado nutricional antioxidante e do controle hemodinâmico na modulação do dano celular em gestantes com pré-eclâmpsia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2323511 - ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
Externa ao Programa - 1837366 - DANIELLE SOARES BEZERRA - nullExterna à Instituição - JULIANA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 04/02/2026 11:17
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