Banca de DEFESA: GEORGE ALEXANDRE LIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GEORGE ALEXANDRE LIRA
DATA : 11/12/2025
HORA: 08:00
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

IMPACTO DOS MACRÓFAGOS ASSOCIADOS AO TUMOR E DA ATIVAÇÃO DAS VIAS DE SINALIZAÇÃO STAT3/NF-Κb NA IMUNOSSUPRESSÃO E PROGRESSÃO DO CÂNCER CERVICAL: UMA ABORDAGEM INTEGRADA RETROSPECTIVA E PROSPECTIVA EM PACIENTES DA LIGA NORTE-RIOGRANDENSE CONTRA O CÂNCER – NATAL, RN


PALAVRAS-CHAVES:

M2-TAM; STAT3; Câncer cervical; Recorrência; Sobrevida global; Progressão tumoral; Imunoterapia; Citocinas; Resposta imune.


PÁGINAS: 152
RESUMO:

Este estudo investigou a interação entre macrófagos associados a tumores (TAMs-M2), vias imunorregulatórias e desfechos clínicos no câncer cervical (CC), por meio de dois estudos complementares totalizando 791 pacientes. No estudo retrospectivo, envolvendo 691 casos, a infiltração de TAMs e a ativação da via de sinalização STAT3/NF-κB foram avaliadas por microarranjos teciduais (TMA) e imuno-histoquímica. Observou-se que uma alta densidade estromal de TAMs -M2 com marcadores de superfície, CD163⁺ e CD204⁺, esteve significativamente associada ao aumento da expressão de E-caderina, Vimentina, MMP9, VEGF-α, Bcl-2, Ki-67, CD25, MIF, FOXP3 e IL-17 (todos p < 0,0001). A doença em estágio IV avançado (TNM) demonstrou forte correlação com a expressão de STAT3/NF-κB, CD25, VEGF-α, MIF e Ki-67 (todos p < 0,001). A análise de sobrevida indicou que níveis elevados de SNAIL, E-caderina e Ki-67 constituíram preditores independentes de menor sobrevida global e livre de recorrência (HR = 1,52; 1,78 e 1,44, respectivamente). Por outro lado, no estudo prospectivo complementar, conduzido em 100 pacientes com câncer colorretal acompanhados entre 2018 e 2023, amostras tumorais e sanguíneas foram analisadas por qRT-PCR, imuno-histoquímica e citometria de fluxo. Os resultados demonstraram que a infiltração de TAMs-M2, mediada pela ativação de STAT3/NF-κB, correlacionou-se com o aumento da expressão de Ki-67, VEGF-α e FOXP3 (p < 0,001). Além disso, a deleção do alelo T de FOXP3, os polimorfismos de HLA-G e a ativação do eixo CXCL12–CXCR4 foram associados à elevação de STAT3, SNAIL e citocinas circulantes (IL-4, IL-6, IL-12, IL-17), resultando em maior risco de mortalidade. Em ambos os estudos, os achados indicaram que a infiltração de TAMs-M2 e a ativação das vias STAT3/NF-κB e CXCL12–CXCR4 impulsionam a progressão tumoral e a imunossupressão sistêmica — incluindo polimorfismos de FOXP3 em células T reguladoras e desregulação de citocinas antitumorais — culminando em desfechos clínicos desfavoráveis no câncer cervical. A integração dos dados retrospectivos e prospectivos reforça o papel central da modulação imune mediada por TAMs como alvo prognóstico e potencialmente terapêutico no câncer cervical.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2323511 - ADRIANA AUGUSTO DE REZENDE
Interna - 1199080 - ANA KATHERINE DA SILVEIRA GONCALVES DE OLIVEIRA
Externa à Instituição - KARUZA MARIA ALVES PEREIRA - UFC
Externo à Instituição - RADAN ELVIS MATIAS DE OLIVEIRA - UFERSA
Presidente - 2329140 - RAIMUNDO FERNANDES DE ARAUJO JUNIOR
Notícia cadastrada em: 26/11/2025 11:27
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