Banca de QUALIFICAÇÃO: NITHAELA ALVES BENNEMANN

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NITHAELA ALVES BENNEMANN
DATA : 04/12/2025
HORA: 15:00
LOCAL: REMOTA
TÍTULO:

A ESPESSURA DE CORTE DAS IMAGENS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA É RELEVANTE PARA A ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO CORPORAL?


PALAVRAS-CHAVES:

composição corporal, tomografia computadorizada, espessura de corte, radiodensidade, músculo esquelético, tecido adiposo


PÁGINAS: 19
RESUMO:

A tomografia computadorizada (TC) é um método de referência para a avaliação da composição corporal, amplamente utilizada em estudos clínicos. Apesar de sua precisão para esse fim, os parâmetros técnicos da TC são menos discutidos, o que pode dificultar a padronização adequada. A espessura de corte, por exemplo, pode desempenhar um papel importante nos resultados de composição corporal obtidos por TC, embora os dados sobre o tema ainda sejam escassos. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de diferentes espessuras de corte de TC nas medidas de composição corporal.

Métodos: Estudo transversal conduzido com adultos jovens e saudáveis (20–45 anos). As imagens de TC foram avaliadas seguindo um protocolo padronizado, com cinco diferentes espessuras de corte para cada participante (0,6; 1,25; 2,5; 5 e 10 mm). A análise tecidual foi realizada no modo semiautomático do software SliceOmatic® (TomoVision). As diferenças entre as espessuras de corte foram avaliadas por meio de ANOVA para medidas pareadas, com teste post-hoc de Tukey.

Resultados: Um total de 550 cortes (de 110 indivíduos) foi analisado (56,4% mulheres). Diferenças de densidade radiológica foram observadas entre as espessuras de corte para o tecido adiposo intermuscular e visceral (DIMAT e DVAT, em HU), bem como para a área de tecido adiposo intermuscular (IMAT, em cm²). As diferenças mais relevantes ocorreram entre os cortes mais finos (0,6 e 1,25 mm) e o mais espesso (10 mm), com valores de p ajustados <0,001. Não foram observadas diferenças significativas para a área muscular esquelética em nenhuma espessura de corte. Esses resultados foram consistentes nas análises estratificadas por sexo e IMC.

Conclusão: A espessura de corte pode influenciar a densidade radiológica dos compartimentos adiposos, afetando potencialmente as análises de composição tecidual. Nossos achados reforçam a necessidade de padronização operacional dos parâmetros de aquisição de imagens de TC.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - THAIS MANFRINATO MIOLA - IIEPAE
Presidente - 1879430 - ANA PAULA TRUSSARDI FAYH
Externa à Instituição - Gabriela Villaça Chaves - INCA
Notícia cadastrada em: 24/11/2025 20:22
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