Banca de DEFESA: RANI PRISCILA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RANI PRISCILA DE SOUSA
DATA : 21/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Instituto de Políticas Públicas - Auditório Fernando Bastos
TÍTULO:

TERRITORIALIDADES E EMPREENDIMENTOS EÓLICOS EM COMUNIDADES TRADICIONAIS: RECONFIGURAÇÕES DOS MODOS DE VIDA NO TERRITÓRIO QUILOMBOLA DE MACAMBIRA-RN

 


PALAVRAS-CHAVES:

empreendimentos eólicos, territorialidade; povos e comunidades tradicionais; extrativismo verde; colonialismo energético.

 

 


PÁGINAS: 150
RESUMO:

A expansão dos empreendimentos de geração e transmissão de energia eólica no Nordeste brasileiro tem avançado sobre comunidades tradicionais, alterando territorialidades e modos de vida. Embora seus impactos socioambientais sejam amplamente discutidos, ainda são insuficientes estudos que aprofundam a compreensão sobre como a inserção desses empreendimentos afetam comunidades tradicionais em contextos específicos. Nesta pesquisa busca-se compreender os efeitos dos empreendimentos eólicos e de transmissão de energia elétrica sobre a territorialidade e os modos de vida tradicionais da comunidade quilombola de Macambira (RN), considerando práticas cotidianas, dinâmica econômica local e modalidades de gestão territorial, comunitária e institucional. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, do tipo estudo de caso. Como técnicas de coleta de dados foram realizadas entrevistas semiestruturadas, grupos focais, observação direta e análise documental. A análise dos dados foi realizada à luz dos conceitos de extrativismo verde e colonialismo energético, fundamentos teóricos que orientam esta pesquisa. Como principais resultados temos a relação direta da inserção das empresas com a redução do território legalmente reconhecido pelo Estado brasileiro, a existência de impactos socioambientais ligados à produção de energia eólica, o comprometimento da capacidade de produção da agricultura familiar, a perda de renda e consequente aumento de custos pelas limitações no cultivo, a existência de diversidades nos modos de organização social dentro de um mesmo território tradicional e evidente fragilidade institucional no contexto de defesa dos territórios tradicionais. Concluímos que os empreendimentos eólicos desencadearam a reconfiguração do território tradicional em suas dimensões espaciais, simbólicas e relacionais, compelindo os moradores a adaptar seus modos de vida e produzir novas territorialidades como estratégias de resistência e permanência no território. A pesquisa contribui para o debate sobre a presença de empreendimentos eólicos em comunidades tradicionais, expondo a necessidade de uma política de proteção territorial efetiva que considere a complexidade dos seus efeitos nas territorialidades estabelecidas.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 350504 - MARIA DULCE PICANÇO BENTES SOBRINHA
Interna - 3180158 - WINIFRED KNOX
Externo ao Programa - 3214278 - LEANDRO VIEIRA CAVALCANTE - UFRNExterna à Instituição - MOEMA HOFSTAETTER
Notícia cadastrada em: 31/07/2026 10:22
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