LUZ E CERÂMICA: Práticas do culto de Ísis em Augusta Emerita entre os séculos I-III E.C
religião, comunicação, cultura material, Ísis, Augusta Emerita
Inserida entre os trabalhos que se dedicam ao estudo da religião romana na antiguidade, mais precisamente, ao estudo das práticas religiosas dedicadas aos deuses isíacos na Península Ibérica, esta dissertação tem por objetivo apresentar os espaços vividos do culto de Ísis e sua família divina na cidade de Augusta Emérita entre os séculos I-III E.C, a partir das práticas acionadas por lamparinas de terracota. Para isso, caracterizamos os diferentes usos dados pelos adoradores dos deuses nilóticos às fontes, delimitando concepções e atributos com a análise da cultura visual. Discutimos as formas assumidas pelo culto de Ísis, narrando as transformações e permanências nas práticas em um mesmo contexto citadino e em meio ao Império Romano. E descrevemos os espaços vividos do culto de Ísis na cidade analisada, considerando a religião como comunicação mediada pelos objetos estudados, distribuídos a partir de três eixos: o comercial, o funerário e, por associação, o doméstico. Metodologicamente, elaboramos um corpus documental, no qual as fontes foram distribuídas em tabelas tipológicas, que permitem a comparação e sistematização de dados sobre atributos, usos e práticas recorrentes nos três séculos de análise. Teoricamente, esta pesquisa é pautada nas considerações teóricas örg Rüpke (2015, 2018, 2022) sobre religião pensada como comunicação, e de espaço vivido, com base na interpretação do conceito de Lefebvre (2006) feita por Jörg Rüpke em sua obra “Religião Urbana” (2022).