Banca de DEFESA: GABRIELA PAIVA MARQUES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : GABRIELA PAIVA MARQUES
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

Segregação Socioespacial Urbana e a (In)Justiça Ambiental às Margens do Rio Potengi: A Vulnerabilidade a Inundações em Natal-RN


PALAVRAS-CHAVES:

Desigualdade socioespacial; Risco socioambiental; Racismo Ambiental; Urbanização; Perigo hidrológico


PÁGINAS: 76
RESUMO:

Os municípios da linha de costa abrigam mais de 60% da população brasileira e apresentam problemáticas socioambientais representadas pela crescente expansão urbana desordenada e a segregação socioespacial entre as áreas centrais privilegiadas e as periferias estruturadas em áreas de riscos ambientais e habitadas pela população socialmente vulnerável. O objetivo geral é analisar o processo de expansão urbana e a produção da desigualdade socioambiental em Natal-RN, investigando a correlação histórica e espacial entre a ocupação de áreas suscetíveis à inundação e a segregação étnico-racial da população negra em território de risco, com foco no estudo de caso do bairro Cidade Alta. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa com aporte no método hipotético-dedutivo através da análise geoespacial em Sistema de Informação Geográfica (SIG). O mapeamento da área suscetível à inundação de Natal foi realizado através do Modelo HAND (Height Above the Nearest Drainage), gerado com o Copernicus DEM GLO-30, enquanto a análise da expansão urbana se deu com os dados de uso e cobertura da terra do projeto MapBiomas (Coleção 10). Para o estudo de caso na Cidade Alta, foi gerado um Modelo Digital de Terreno (MDT) com base nas curvas de nível do PRODETUR (2006), ao qual foram sobrepostos os dados censitários de 2010 referentes à população residente negra. Os resultados demonstram que a urbanização consolidou um cenário de expansão desordenada sobre áreas ambientalmente frágeis e ocupação de zonas próximas ao rio Potengi naturalmente suscetíveis a inundações. A pesquisa demonstrou que a vulnerabilidade socioambiental na Cidade Alta não decorre apenas do critério de renda e características ambientais, mas sim de um processo de segregação socioterritorial racializada que produziu uma zona de sacrifício onde o risco de inundação afeta majoritariamente a população negra. Este estudo confirma que, sob a lógica do racismo e da injustiça ambiental, a paisagem urbana se estrutura de forma desigual e torna as características naturais da paisagem local em espaços excludentes e de risco para grupos socialmente vulnerabilizados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3263586 - FRANCISCO JABLINSKI CASTELHANO - nullExterno à Instituição - JORIO BEZERRA CABRAL JUNIOR - UFAL
Presidente - 1759367 - REBECCA LUNA LUCENA
Notícia cadastrada em: 13/02/2026 13:51
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