Banca de DEFESA: PAMELA CAROLAYNE OLIVEIRA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PAMELA CAROLAYNE OLIVEIRA DE SOUZA
DATA : 22/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

PORUMALEITURAMARXISTADAPRÁXISPOÉTICADEAUDREGERALDINE LORDE


PALAVRAS-CHAVES:

Marxismo. Praxiologia. Poética. Negritude. Feminismo. Amefricanidade.


PÁGINAS: 138
RESUMO:

O presente trabalho é constituído a partir da necessidade de uma investigação acerca da base marxista na obra da poeta e militante afroestadunidense, Audre Lorde (1934-1992). O objetivo do estudo desses ensaios é a demonstração de como a obra lordeana se apropria do materialismo histórico dialético para empreender uma análise concreta da situação dos povos oprimidos pelo colonialismo, denunciando também as mazelas que o reacionarismo burguês institui, a partir a opressão sistemática de pessoas dissidentes. Os esforços são concentrados no escrutínio de seus ensaios presentes na coletânea Irmã Outsider (2021), assim como na coletânea I am your sister (2009). Também nos debruçamos sobre seus poemas presentes em coletâneas como Entre nós mesmas: poemas reunidos (2020), The black Unicorn (1978) e seu romance Zami: por uma nova grafia do meu nome: uma biomitografia (2020). No primeiro capítulo explora-se o aporte teórico lordeano a partir de seu romance Zami (2020) a fim de explicitar o modo como Lorde enxerga o capitalismo como produtor de sofrimento da sensibilidade e repressor da sexualidade das pessoas. Nessa seção do trabalho, também se demonstra como a autora se vale da escrita como espaço de resistência à opressão sistemática e como as relações que constitui ao longo de sua trajetória, informam e ampliam o escopo do seu imaginário em uma perspectiva revolucionária e dissidente. Já o segundo capítulo corresponde ao momento no qual recorre-se aos autores marxistas latinoamerino e caribenho, Brian Meeks (1953–), Heleieth Saffioti (1934-2010) e Nestor Kohan (1967–) com o objetivo de trazer luz acerca da base materialista de Lorde. Meeks, com sua análise acerca da revolução granadina auxilia a compreensão de que o conceito de autodefinição de Audre Lorde não obedece à política de representação burguesa, mas se constitui a partir da possibilidade concreta de autodeterminação dos povos terceiro-mundistas (oprimidos) do mundo. Com Kohan a o caráter revolucionário da escrita lordeana ganha contornos ideológicos de uma ciência cuja poética não se furta ao compromisso político, caracterizando-se como praxiologia circunscrita em Idade, raça, classe e sexo e em Granada Revisitada. E com Saffioti podemos ler Lorde a partir da compreensão de que o sujeito, o pessoal e o político são informados, constituídos dentro da particularidade das relações sociais burguesas, sem que isso retire deles o poder de construir e fomentar um desvio de dissolução dessa forma social. O terceiro e último capítulo da jornada deste trabalho situa Lorde no plano de uma irmã mulherista e outra marxista, quais sejam, Cleona Hudson Weems (1945–) e filósofa brasileira Lélia González (1935-1994). No trato com o texto de Weems objetiva-se compreender em que medida a poeta se vincula às proposições filosóficas desta concepção afrocentrada de pensar a política. Já ao considerar o livro Por um feminismo afro-latino-americano de González busca-se evidenciar como a filosofia política lordeana é praxiologicamente cúmplice do conceito gonzalino de amefricanidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1718581 - EDUARDO ANIBAL PELLEJERO
Interna - 3290329 - RAQUEL PATRIOTA DA SILVA
Externa à Instituição - MARIA JOSE DA CONCEICAO SOUZA VIDAL
Notícia cadastrada em: 19/12/2025 15:19
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa03-producao.info.ufrn.br.sigaa03-producao