Banca de DEFESA: NAARA FERRAZ DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NAARA FERRAZ DOS SANTOS
DATA : 22/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência - Link para acesso: https://meet.google.com/landing?hs=197&authuser=0
TÍTULO:

ESTUDO FITOQUÍMICO DO EXTRATO AQUOSO DE SEMENTES DE ANGICO (Anadenanthera colubrina (Vell.)Brenan) COM ATIVIDADE AEDICIDA


PALAVRAS-CHAVES:

Aedes aegypti; Arboviroses; Caatinga; Fitocompostos; Inseticidas botânicos.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

O mosquito Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) é o principal vetor de uma série de arboviroses, incluindo a dengue, zika, febre amarela e chikungunya, evidenciando sua relevância para a saúde pública mundial. Diante da crescente resistência às estratégias convencionais de controle vetorial, principalmente os inseticidas sintéticos, bem como dos impactos ambientais decorrentes de seu uso excessivo, torna-se imperativo o desenvolvimento de alternativas sustentáveis e eficazes. Nesse contexto, a utilização de extratos aquosos das sementes de Anadenanthera colubrina (angico), uma leguminosa nativa do Brasil, apresenta-se como uma alternativa promissora para o controle larval de Ae. aegypti. Partindo de estudos preliminares que indicaram atividade larvicida do extrato, foi realizado um aprofundamento na identificação dos compostos responsáveis por tal ação, por meio de cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Foram identificadas e anotadas seis biomoléculas majoritárias: ácido paquímico, β-sitosterol, sitostanol, bufotenina, anadanthosídeo e anadanthoflavona. O ácido paquímico demonstra capacidade de comprometer a divisão celular e o desenvolvimento larval; o β-sitosterol e o sitostanol possuem potencial para interferir no sistema nervoso do mosquito ao atuarem sobre a enzima acetilcolinesterase; a bufotenina evidencia a possibilidade de interagir com os receptores de serotonina, impactando a morfologia e o desenvolvimento motor do vetor; o anadanthosídeo pode inibir a peroxidase do córion, uma enzima essencial ao endurecimento do ovo, comprometendo a viabilidade da prole; e a anadanthoflavona atua como inibidora da lipoxigenase, afetando o processo de modulação da resposta imune celular, desenvolvimento pós-embrionário e na reprodução do mosquito. A identificação dessas biomoléculas e a compreensão de seus prováveis alvos moleculares fortalecem a hipótese de uma ação larvicida eficiente e de múltiplos mecanismos, oferecendo uma alternativa mais segura, biodegradável e menos prejudicial ao meio ambiente e ao homem em comparação aos inseticidas sintéticos. Assim, o presente estudo constitui uma etapa fundamental no desenvolvimento de larvicidas naturais inovadores, capazes de contribuir de forma significativa para o controle de populações de Ae. aegypti e, consequentemente, para a mitigação das arboviroses associadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1549705 - ADRIANA FERREIRA UCHOA
Interno - ***.121.724-** - LUDOVICO MIGLIOLO - UCDB
Externa à Instituição - PATRÍCIA MARIA GUEDES PAIVA - UFPE
Notícia cadastrada em: 11/07/2025 08:19
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