AVALIAÇÃO DOS POTENCIAIS OSTEOGÊNICO E GENOTÓXICO DE MICROESFERAS À BASE DE HIDROXIAPATITA NANOESTRUTURADA CONTENDO ZINCO
Célulastronco;Genotoxicidade;Osteoindução;Biomateriais.
Uma ampla gama de biomateriais está sendo estudada, atualmente, como novas alternativas no campo da regeneração óssea. Dentre eles está a hidroxiapatita (HA) que é um componente mineral presente na fase inorgânica dos ossos. A HA, além deser biocompatível, apresenta características físico- químicas adequadas e permite substituições iônicas que podem melhorar seu desempenho para diferentes aplicações. O Instituto REGENERA desenvolveu microesferas de HA nanoestruturada (nHA) com diferentes composições, incluindo a incorporação de íons de zinco (Zn2+), os quais se destacam devido à sua capacidade de aumentar a viabilidade celular e promover a mineralização óssea. No entanto, qualquer alteração na HA leva à produção de um novo biomaterial que, além da confirmação das suas capacidades osteogênicas, precisa ter sua biossegurança testada. Assim, neste estudo, avaliamos a capacidade de microesferas à base de nHA contendo Zn2+ promover a diferenciação osteogênica, usando células tronco estromais isoladas da geleia de wharton de cordões umbilicais humanos (hWJ-MSCs). Os resultados de citotoxicidade, avaliada peloensaio de MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)- 2,5- difeniltetrazólio), mostraram que as amostras não diminuíram a capacidade das células hWJ-MSCs reduzir o MTTde forma significativa, indicando que as amostras não são citotóxicas nas condições testadas. Os resultados de mineralização óssea, atividade da fosfatase alcalina (ALP) e o ensaio de quantificação da expressão gênica, por qRT-PCR, indicaram que as amostras, nas condições testadas, apresentaram atividade osteogênica, por aumentarem a mineralização da matriz extracelular, a atividade da ALP e a expressão de genes relacionados à osteogênese das células hWJ-MSCs. Tendo em vista aplicações clínicas, o potencial genotóxico desses materiais também foi avaliado. Os resultados de genotoxicidade, avaliado pelo ensaio Cometa e pelo ensaio CBMN (micronúcleo com bloqueio de citocinese), mostraram que as amostras não apresentam potencial genotóxico nas condições testadas. Dessa forma, espera-se que este biomaterial possa ter aplicação na regeneração óssea.