Banca de QUALIFICAÇÃO: PEDRO VITOR VALE BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PEDRO VITOR VALE BEZERRA
DATA : 10/01/2025
HORA: 13:30
LOCAL: Videoconferência - Link para acesso: https://meet.google.com/qdo-bbzz-dke
TÍTULO:

Explorando extratos das sementes de Amburana cearensis e Erythrina velutina contra Aedes aegypti e Aedes albopictus: efeito larvicida, inibicao de proteases intestinais e alteracoes morfologicas


PALAVRAS-CHAVES:

Inseticidas botânicos; inibidores de proteases; deformações


PÁGINAS: 64
RESUMO:

Arboviroses são um grupo de doenças virais transmitidas por mosquitos hematófagos que preocupam a OMS pelos episódios de emergência e reemergência, principalmente em países tropicais como o Brasil. O manejo das arboviroses contempla o controle do vetores dos arbovírus por inseticidas químicos, sendo os mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus os principais vetores urbanos periurbanos. O uso de químicos sintéticos carrega desvantagem como toxicidade ambiental e o desenvolvimento de resistência e populações de mosquitos. Os inseticidas botânicos como os extratos vegetais representam uma promissora alternativa para esse problema, em razão de sua biodegradabilidade e diversidade de efeitos deletérios. Porém, é necessária a identificação dos modos de ação dos extratos para indicação de uso nos programas de controle do vetor. Nesse contexto, este trabalho investigou extratos da sementes de duas leguminosas da Caatinga, Amburana cearens A.C.Sm. e Erythrina velutina Willd, como potenciais candidatos larvicidas para A. aegypti e A. albopictus. A pesquisa focou na inibição das proteases digestivas larvais, com base na presença de inibidores de proteases serínicas nas sementes de leguminosas. Também foram registradas alterações morfológicas nas larvas para identificar outros possíveis modos de ação das moléculas extraídas. Os extratos foram obtidos a partir da solubilização do pó da sementes em água destilada (1:10, p/v), a 80 °C. Doses letais foram calculadas a partir de bioensaios larvicidas onde larvas L4 foram expostas a diferentes concentrações dos extratos. Zimografias foram desenvolvidas para detectar a presença de inibição no perfil de proteases digestivas de larvas expostas aos extratos. As alteraçõe morfológicas foram registradas em microscópio estereoscópico acoplado a câmera. O extrato de A. cearensis foi mais letal para ambas as espécies de vetores (A. aegypti - CL50 48h = 228 ppm; albopictus - CL50 48h = 105 ppm) em relação ao extrato de E. velutin (A. aegypti - CL50 48h = 1866 ppm; A. albopictus - CL50 48h = 184 ppm). Na análise de inibição de proteases intestinais, o extrato de cearensis foi capaz de reduzir a atividade enzimática nas duas espécies d eAedes, confirmando este modo de ação como contribuinte para a atividade larvicida, especialmente em albopictus, onde a redução foi acima de 70%. O desenvolvimento de larvas no extrato de A. cearensis foi acompanhado durante 15 dias de L1 à adulto. O atraso no desenvolvimento em A. albopictu confirma o impacto da inibição promovida pelo extrato de cearensis. Em contrapartida, o extrato de E. velutina não foi capaz de reduzir a atividade proteolítica das enzimas digestivas das larva expostas, descartando a hipótese desse modo de ação como contribuinte da atividade larvicida. As alterações morfológicas indicaram a presença de outros efeitos deletérios nos extrato inibição de acetilcolinesterase (A. cearensis e E. velutina), disrupção da síntese de quitina e danos teciduais internos ou infecção que levam à melanização (E. velutina). Os resultados deste trabalho indicam que o extrato de A. cearensis é um melhor candidato para desenvolvimento de larvicida botânico para controle de Aedes e direcionam futuras investigações para melhor compreensão dos efeitos de moléculas vegetais em mosquitos vetores.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CÁSSIO LÁZARO SILVA INÁCIO
Presidente - 1149356 - ELIZEU ANTUNES DOS SANTOS
Interno - 2213126 - VALTER FERREIRA DE ANDRADE NETO
Notícia cadastrada em: 13/12/2024 12:27
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