CONSUMO DE MICRONUTRIENTES ANTIOXIDANTES NA INTRODUÇÃO ALIMENTAR DE PREMATUROS SEGUNDO GRAU DE PREMATURIDADE
Recém-Nascido Prematuro; Antioxidantes; Fenômenos Fisiológicos da Nutrição do Lactente; Ingestão de Alimentos.
Os diferentes graus de prematuridade repercutem de formas distintas na saúde do lactente, sendo, quanto menor a idade gestacional ao nascer, maiores as vulnerabilidades clínicas e nutricionais enfrentadas, influenciando diretamente a conduta adotada durante a introdução alimentar. Os antioxidantes são micronutrientes capazes de combater a produção de radicais livres, os quais, em bebês nascidos prematuramente, encontram-se aumentados devido à fragilidade das defesas antioxidantes e reservas corporais imaturas, aumentando o risco de desenvolvimento de morbidades. O objetivo do estudo foi analisar a ingestão de micronutrientes antioxidantes (vitaminas A, C, E, zinco e selênio), durante a introdução alimentar de bebês prematuros, conforme graus de prematuridade e associá-los com variáveis antropométricas e sociodemográficas. Trata-se de um estudo observacional com delineamento transversal e analítico, realizado na Maternidade Escola Januário Cicco. Foram coletadas variáveis referentes à magnitude da prematuridade, ingestão e adequação da ingestão dos antioxidantes, percentual de fórmulas infantis, perfil clínico-antropométrico (ao nascer e na introdução alimentar), hábitos de aleitamento e práticas alimentares de bebês prematuros, por meio de prontuários, medidas antropométricas, entrevistas semiestruturadas e recordatórios de 24 horas. As análises incluíram estatística descritiva, teste T de Student/Mann-Whitney e qui-quadrado para comparações entre grupos, EAR como ponto de corte, análise de componentes principais e regressão linear para associações, com nível de significância de 5%. Os resultados apresentaram uma média de ingestão de micronutrientes que não diferiu significativamente entre os grupos. A contribuição de fórmulas infantis foi elevada principalmente para a vitamina E. Embora a diversidade alimentar mínima tenha sido alcançada pela maioria dos bebês, a prevalência de inadequação ainda permaneceu alta, especialmente para a vitamina E e selênio, mas baixa para vitaminas A e C. Tais resultados reforçam a necessidade de orientação nutricional individualizada e educação dos cuidadores quanto à escolha, progressão da introdução alimentar, além de um acompanhamento multiprofissional, particularmente os de menor idade gestacional, de maneira a possibilitar um aporte de nutrientes adequados à idade e necessidades nutricionais aumentadas.