Banca de DEFESA: ANA CLARA RIBEIRO DE ALMEIDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA CLARA RIBEIRO DE ALMEIDA
DATA : 31/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aulas GEP/MEJC
TÍTULO:

BIOMARCADORES MOLECULARES E PADRÃO ALIMENTAR NO DIABETES GESTACIONAL



PALAVRAS-CHAVES:

Doenças infecciosas, diabetes mellitus gestacional, ferroptose, hábito alimentar, Apolipoproteínas E.



PÁGINAS: 90
RESUMO:

O diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma doença metabólica que afeta milhões de gestações anualmente, com reconhecido impacto para as gestantes, seus neonatos e os serviços de atenção à saúde. Há muito tem-se reportado que essa condição leva a gestação a ser classificada de alto risco. Nesse contexto, alterações metabólicas e imunológicas próprias da gestação podem propiciar o surgimento de infecções oportunistas. Essas, por sua vez, podem comprometer a gestação e colonizar o feto, culminando em transmissão vertical com possíveis complicações fetais. Infecções como leishmaniose, toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus e Síndrome da imunodeficiência humana (SIDA) fazem parte desse seleto grupo de doenças infecciosas que acometem gestantes. Todavia, a maioria dessas infecções ainda são negligenciadas, gerando manutenção ou aumento exponencial de casos, quando dever-se-ia ter uma redução. Tendo em vista que tanto o DMG quanto essas infecções têm uma interface com alterações imunológicas e metabólicas na gestação, e que as pesquisas ainda são escassas nessa área, este trabalho propôs-se avaliar a correlação entre eles. O DMG e a infecção por Leishmania relacionam-se a alguns outros fatores para além dos imunológicos, como alterações no metabolismo lipídico e na regulação oxidativa – podendo levar à ferroptose. A ferroptose é um tipo de morte celular induzida pelo excesso de ferro intracelular livre e de peroxidação lipídica, oriunda do estresse oxidativo. Isso pode estar relacionado tanto às patologias em si, como também ao perfil genético de alelos da Apolipoproteína E (APOE) e ao padrão alimentar – que pode ter maior ou menor capacidade antioxidante. Por isso, também propôs-se analisar biomarcadores relacionados à ferroptose e à infecção assintomática por L. infantum em gestantes saudáveis e acometidas por DMG; e a associação desses biomarcadores com o hábito de consumo alimentar - classificado por nível de processamento alimentar. Assim, à priori fez-se uma randomização mendeliana bidirecional, para inferir possível relação de causalidade entre o DMG e essas infecções. Após isso, foi realizado um escore de regressão (LDSC) para avaliar a relação genética entre eles. Além disso, foi realizado um estudo de caso-controle, em que foram coletadas informações sociodemográficas, sangue periférico e mucosa jugal de gestantes e aplicados questionários para avaliar o hábito alimentar de acordo com a classificação NOVA. Posteriormente, foram analisados perfil sociodemográfico, hábito alimentar, genotoxicidade e citotoxicidade (teste de micronúcleo), biomarcadores lipídicos, peroxidação lipídica, alelos da APOE e a presença de anticorpos anti-Leishmania (ELISA anti-SLA). As análises realizadas não permitem inferir causalidade entre o DMG e essas infecções. Foi observada uma possível pleiotropia entre a variante rs191122483 com as infecções avaliadas. As amostras utilizadas não tinham casos suficientes diante do número de controles, o que dificultou o LDSC. Contudo, ainda foi possível traçar uma estimativa de relação genética/herdabilidade negativa entre os traços de DMG e HIV, porém sem significância estatística. Ademais, no estudo caso-controle foi observado que o grupo caso tem maiores médias de idade, número de gestações anteriores e Índice de Massa Corpórea (IMC) e peso pré-gestacionais. Aproximadamente 1/3 do grupo caso porta o alelo ε4 da APOE, com correlação moderada (p = 0,014). Houve também maiores níveis de peroxidação lipídica nesse grupo (p = 0,009). Não foi possível traçar correlações entre as variáveis aqui estudadas e a infecção assintomática pelo L. infantum e o consumo de alimentos ultraprocessados. Contudo, observou-se que o consumo de alimentos processados é um importante fator de risco para alterações genotóxicas, bem como a presença de hipertensão arterial e restrição de crescimento intrauterino. Esses resultados fortalecem a necessidade de análises posteriores e em outros estudos, para melhor compreensão da interface entre essas doenças e possíveis estratégias para seu manejo. 



MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ANTONIO CARLOS QUEIROZ DE AQUINO - ISD
Presidente - 1714243 - DANIELLA REGINA ARANTES MARTINS SALHA
Interno - ***.283.220-** - RICARDO NEY OLIVEIRA COBUCCI - UFRN
Notícia cadastrada em: 10/08/2026 16:03
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - (84) 3342 2210 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa10-producao.info.ufrn.br.sigaa10-producao