O ENSINO DE ASTRONOMIA PARA CEGOS: UM PROTÓTIPO DIDÁTICO SOBRE CONSTELAÇÕES
Educação Inclusiva. Deficiência Visual. Impressão 3D. Ensino de Astronomia. Constelações.
A educação inclusiva é amparada legalmente no Brasil, com destaque para a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), 9.334/1996, e a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), 13.145/2015. Todavia, no contexto educacional em geral e no Ensino de Astronomia em particular, ainda muito se precisa avançar quanto as estratégias didáticas inclusivas. Na Astronomia, a integração de recursos táteis e o uso de mapas celestes em alto relevo são exemplos de materiais propostos para promover a inclusão da pessoa cega. Esses recursos auxiliam na Transposição Didática Interna, ou seja, à adaptação e reestruturação mental de um conceito ou conhecimento pedagógico por um professor para torná-lo compreensível e aplicável aos alunos em um contexto específico de ensino. Desse modo, a presente dissertação visa somar esforços na elaboração de um produto educacional inclusivo para a pessoa cega no contexto do Ensino de Astronomia, mais especificamente, sobre as constelações e suas múltiplas manifestações culturais. Para isso, enquanto estratégia metodológica, foi feito uso das tecnologias educacionais via impressão 3D para a confecção de um material para a construção de mapas celestes. Somado a isso, o produto educacional foi estruturado com base nos Três Momentos Pedagógicos: problematização, organização do conhecimento e aplicação do conhecimento. Em linhas gerais, espera-se que o material contribua para que todos os alunos, com ou sem deficiência visual, tenham acesso equitativo ao conteúdo educacional e ao desenvolvimento escolar na área de Astronomia.