Banca de QUALIFICAÇÃO: JÉSSICA SOUZA MARQUES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JÉSSICA SOUZA MARQUES
DATA: 02/02/2012
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aula 3F1
TÍTULO:

Uso do pó da palha de carnaúba em compósitos de quitosana


PALAVRAS-CHAVES:

Pó da palha de carnaúba; tratamento químico; quitosana; compósitos


PÁGINAS: 74
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
SUBÁREA: Química Orgânica
ESPECIALIDADE: Polímeros e Colóides
RESUMO:

Neste trabalho foram realizados estudos do pó da palha de carnaúba como reforço em uma matriz polimérica de quitosana. Para este fim, foi realizada a caracterização química do pó da palha de carnaúba antes e após os tratamentos com NaOH e hexano. Os métodos de análise utilizados foram a determinação da composição química descrita por Van Soest, ensaio de flotação e absorção de umidade, FTIR, TG/DTG, DSC e MEV. Além desses, para os compósitos obtidos foi realizado um estudo das suas propriedades mecânicas. Os resultados da composição química mostraram que o pó da palha de carnaúba é constituído de 41% de celulose; 28,9% de hemicelulose e 14% de lignina. Os ensaios de flotação e absorção de umidade indicaram que os tratamentos aumentaram a capacidade de absorção de água, e que o tratamento em NaOH aumentou a hidrofobicidade do material. Além disso, a análise térmica mostrou um aumento na estabilidade térmica do material após os tratamentos. Os resultados do FTIR e MEV evidenciaram a retirada de resíduos do pó (hemiceluloses e lignina), deixando o material mais rugoso e limpo. Os compósitos obtidos mostraram que as propriedades mecânicas foram reduzidas bruscamente com a adição do pó da palha de carnaúba. De acordo com a norma ASTM D638, a velocidade de ensaio utilizada foi de 10 mm/min. Em relação a granulometria, os pós na faixa de 150 Mesh foram os que apresentaram melhores resultados. Os compósitos a 10% cujo pó sofreu tratamento químico diminuíram ainda mais os valores de tensão e deformação. O aumento do volume de pó no compósito polimérico provocou a diminuição dos valores de tensão e deformação para as amostras com pó não-tratado e tratado com hexano. Isso devido a presença de mais fibras, que permite a formação de ligações de hidrogênio diminuindo a adesão entre fibra/matriz. Enquanto, que para os compósitos com o pó tratado em NaOH não houve variação significativa nos valores de tensão e deformação. Mostrando que o aumento no volume de fibra não interfere nas propriedades mecânicas e que a 10% já se tem uma saturação de fibra na matriz polimérica. Desse modo, pode-se concluir que a fabricação de compósitos poliméricos de quitosana utilizando o pó da palha de carnaúba pode ser feito, sem a necessidade de tratamento prévio do reforço, tornando o par pó de palha de carnaúba- quitosana uma boa alternativa para materiais compósitos biodegradáveis.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1198847 - JOSE LUIS CARDOZO FONSECA
Presidente - 2203888 - MARCIA RODRIGUES PEREIRA
Externo ao Programa - 1645481 - VIVIANE MUNIZ FONSECA
Notícia cadastrada em: 19/01/2012 08:17
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