PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de DEFESA: VERONICA DA SILVA LOPES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VERONICA DA SILVA LOPES
DATA: 12/08/2011
HORA: 09:00
LOCAL: AUDITORIO DO NUPPRAR
TÍTULO:

OBTENÇÃO DE NANOFÁRMACOS A PARTIR DE ÓLEO DE RANA CATESBEIANA VEICULANDO ANACARDIUM OCCIDENTALE E SCHINUS TEREBENTHIFOLIUS.


PALAVRAS-CHAVES:

óleo de rana catesbeiana, lecitina de soja, sacarose, tween 80, microemulsão, nanoemulsão


PÁGINAS: 134
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
SUBÁREA: Físico-Química
ESPECIALIDADE: Química de Interfaces
RESUMO:

O óleo de Rana catesbeiana (OR) utilizado neste trabalho contém 63,4% de ácidos graxos essenciais e é utilizado na medicina popular por suas propriedades biológicas. Os vegetais foram utilizados por suas propriedades terapêuticas largamente divulgadas na literatura cientifica, como antiinflamatório, antioxidante, cicatrizante, antimicrobiano. O objetivo desse estudo foi o desenvolvimento de novos veículos microemulsionados a partir do óleo de Rana catesbeiana objetivando a obtenção de novos nanofármacos e solubilizar extratos secos de Anacardium occidentale, L(AO) e Schinus terebenthifolius, Raddi (ST).           O extrato oleoso de Rana catesbeiana foi obtido sob aquecimento  (70 ºC) e sem solvente e os extratos seco de AO foi obtido através de percolação a frio (etanol) e o extrato de ST foi obtido através de percolação a quente (água) seguido de liofilização. Utilizando Lecitina de soja (LEC) e Tween 80 (T80) como tensoativo, óleo de Rana catesbeiana foi usado como fase óleo (FO), solução de etanol a 70% e solução aquosa de sacarose a 0,5% como fase aquosa (FA) foram obtidos oito diagramas dos quais foram selecionados dois diagramas para estudo. Em cada diagrama foi selecionado cinco sistemas em uma região de microemulsão. No diagrama de preparado com Lecitina de Soja (sistema L1-5) foi estudada uma região de alto percentual (70 a 90%) de fase óleo e baixo percentual de Tensoativo (25 a 5%) tendo fixado em 5% de Fase aquosa (solução de etanol a 70%). No diagrama preparado com Tween 80 (sistema T1-5) com alto percentual de tensoativo, fase óleo fixado em 10% e variado a fase aquosa (solução aquosa de sacarose a 0,5%). As formulações em cada sistema (L1-5 e T1-5) foram estudadas pelo SAXs que avaliou as estruturas e diâmetro micelar dos SME, pH, Condutividade Elétrica, Viscosidade, Estabilidade térmica. Os bioativos foram quantificados pela técnica de Ultravioleta.           No estudo dos sistemas L1-5 o resultado pelo SAXS apresentou micelas esféricas e micelas achatadas ordenadas em bicamadas tendo o diâmetro variou de 4,5846 a 8,4320 nm. O pH variou entre 6,32 a 4,74. O estudo da estabilidade térmica dos sistemas L1-5 realizada em diferentes temperaturas (5, 28, 40, 60, 80 e 90 oC) mostrou precipitação em temperatura inferior a 28 oC. Essa precipitação  corresponde ao alto percentual (63,4%) de ácidos graxos essenciais (linoléico, linolênico e oleico que possui ponto de solidificação nas temperaturas de 5, 11 e 16,3 oC respectivamente). Entretanto a temperatura de 28 oC, os sistemas L1-5 e o óleo permaneceu em estado líquido e assim mantendo a estável mesmo após tempo superior a 6 meses. A condutividade elétrica dos sistemas L1-5 com alto percentual de FO se mostrou nula e a viscosidade mostrou variação entre 0,0761 a 0,0449 cPoise.          No estudo dos sistemas T1-5 a avaliação pelo SAXS mostrou estrutura esférica e estrutura sugestiva de ser cristal líquido. O diâmetro das micelas apresentaram valores de 5,9186 a 10,886 nm. O pH desses sistemas variou de 7,49 a 6,86 e a estabilidade térmica desses sistemas obtida nas diferentes temperaturas (5, 28, 40, 60, 80 e 90 oC) tendo sido mantido por mais de 6 meses sem apresentar variação em seu estado físico. Já a condutividade elétrica variou entre 1,67 a 14,86 µs/cm e a viscosidade variou de 0,5220 a 2,0370 cPoise. Apenas 19,47% de extrato seco do Anacardium occidentale  foi solubilizado no sistema T5 e quantificado pelo UV, enquanto que 90,83% de extrato liofilizado do Schinus terebenthifolius foi solubilizado no sistema T5. Os resultados obtidos nesse estudo mostram a influencia do solvente extrator na solubilização dos bioativos em sistema microemulsionado de alta polaridade. Este trabalho rendeu o desenvolvimento de dois nanofármacos que podem ser absorvidos pela indústria farmacêutica regional e nacional com baixo custo e abundancia de matéria prima.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1753094 - ALCIDES DE OLIVEIRA WANDERLEY NETO
Presidente - 347057 - TEREZA NEUMA DE CASTRO DANTAS
Externo ao Programa - 1531209 - VANESSA CRISTINA SANTANNA
Notícia cadastrada em: 04/08/2011 09:28
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