Banca de DEFESA: BETH ALUANA TAVARES DE ARAUJO - (Retificação)

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.

DISCENTE: BETH ALUANA TAVARES DE ARAUJO

DATA: 17/07/2009

HORA: 14:30

LOCAL: Auditório do Núcleo de Pesquisa em Petróleo e Gás

TÍTULO:

Utilização de microemulsão na remoção da cor de efluentes têxteis contendo corantes dispersos


PALAVRAS-CHAVES:

Microemulsão, Efluentes têxteis, Reuso da Água, Remoção da Cor, Corante Disperso, Planejamento Experimental.


PÁGINAS: 93

GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra

ÁREA: Química

SUBÁREA: Físico-Química

ESPECIALIDADE: Química de Interfaces

RESUMO:

Fibras de poliéster são as fibras sintéticas mais utilizadas no mundo e corantes dispersos são empregados para o tingimento destas fibras. Depois do tingimento, o banho colorido é descarregado no efluente, que precisa de um tratamento especial para remoção de cor. A interação de tensoativos com corantes foi estudada em diversas pesquisas inclusive na área têxtil, especificamente na separação de corantes de efluentes têxteis. Neste trabalho foi usado um tensoativo catiônico em um sistema de microemulsão para extração de corantes não-iônico (corantes dispersos) de efluente têxtil. Esse sistema de microemulsão foi composto por cloreto de dodecil amônio (tensoativo), querosene (fase orgânica), álcool isoamílico (cotensoativo) e o efluente líquido (fase aquosa). O efluente que resulta depois do processo de tingimento é ácido (pH 5). Foi observado que mudando o valor do pH para acima de 12,8 a extração poderia ser feita, resultando em uma fase aquosa com baixo nível de cor. Um planejamento experimental do tipo rede de Scheffé foi usado, para a otimização do processo de extração, e os resultados obtidos foram avaliados usando o programa "Statistica 7.0". O ponto ótimo do sistema de microemulsão é composto por 59,8% em massa de efluente, 30,1% de querosene, 3,37% de tensoativo e 6,73% de cotensoativo, promovendo uma extração superior a 96%. Foi analisada a eficiência da remoção da cor em um efluente composto por
50% de banho de corante reativo e 50% de banho de corante disperso, obtendo-se uma extração superior a 98%. A fase aquosa obtida após a extração do corante pode ser reutilizada em um novo tingimento, obtendo-se resultados satisfatórios, dentro dos limites estabelecidos para um bom tingimento na indústria. Também foram realizados testes que mostravam a influencia de fatores como a adição de sal e a variação da temperatura. Para isso foi utilizado um planejamento experimental, o qual mostrou que a extração não depende desses fatores. Dessa forma, a remoção da cor de efluentes têxteis por microemulsão é uma técnica viável (que independe de fatores externos como salinidade e temperatura), obtendo-se inclusive bons resultados de extração em misturas de efluentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 347057 - TEREZA NEUMA DE CASTRO DANTAS
Externo ao Programa - 388.557.639-20 - LEOCADIA TEREZINHA CORDEIRO BELTRAME - UFRN
Externo à Instituição - EVERLANE FERREIRA MOURA - FARN
Externo à Instituição - MARIA CARLENISE PAIVA DE ALENCAR MOURA - UFRN
Notícia cadastrada em: 03/11/2010 09:20
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